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Mourinho endurece discurso sobre caso Prestianni: “Se for culpado, acabou para mim”

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Técnico do Benfica cobra cautela, cita direitos humanos e promete ruptura com atacante em caso de confirmação de racismo contra Vini Jr.

O técnico José Mourinho voltou a se pronunciar sobre a grave acusação envolvendo o jovem Gianluca Prestianni, denunciado por Vinícius Júnior por suposto ato racista durante a vitória do Real Madrid sobre o Benfica, em Lisboa.

Antes mesmo das perguntas na coletiva, Mourinho fez questão de se antecipar e reforçar a necessidade de cautela. O treinador citou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, destacando o princípio da presunção de inocência como base para qualquer julgamento.

— Repudio qualquer tipo de discriminação, preconceito e ignorância. Mas também defendo que ninguém pode ser condenado sem provas — afirmou.

Recado direto: tolerância zero em caso de culpa

Apesar do tom inicial ponderado, Mourinho foi incisivo ao tratar de um possível desfecho da investigação conduzida pela Uefa. O treinador deixou claro que não compactua com qualquer atitude discriminatória e que a permanência de Prestianni no clube dependerá do resultado do processo.

— Se o meu jogador não respeitou esses princípios, que são os meus e do Benfica, a sua carreira comigo acaba. Se for culpado, não volto a olhar para ele — disparou.

O técnico ainda criticou a postura da entidade europeia ao suspender o atleta antes da conclusão do caso, indicando que faltou a devida cautela no processo.

Críticas externas e ambiente pressionado

Mourinho também comentou as reações públicas ao episódio, incluindo posicionamentos de figuras ligadas ao futebol espanhol. Sem citar diretamente nomes como Álvaro Arbeloa, o treinador defendeu equilíbrio nas análises e evitou tomar partido.

— Não quero vestir nem a camisa do Benfica, nem a do Real. Quero ser justo — reforçou.

Episódio paralelo: troca de camisa gera desconforto

Outro ponto abordado foi a atitude de Sidny Cabral, jogador do Benfica que pediu a camisa de Vinícius Júnior após a partida. Mourinho considerou o gesto comum no futebol, mas reconheceu que o momento poderia ter sido melhor avaliado.

— É uma prática normal, especialmente em jogos grandes. Mas, diante do que aconteceu durante a semana, era evitável — concluiu.

Enquanto o caso segue sob investigação da Uefa, o Benfica tenta virar a página dentro de campo. A equipe volta a atuar pelo Campeonato Português cercada por um ambiente de pressão e expectativa por desdobramentos fora das quatro linhas.