Colombiano soma sete jogos, ainda sem gols, e alterna boas ações defensivas com dificuldade de protagonismo ofensivo; ele deve ser titular novamente nesta quarta-feira, contra o Botafogo, no Allianz Parque
São Paulo – Contratado em fevereiro, o meia Jhon Arias chegou ao Palmeiras cercado de expectativas, mas ainda não conseguiu embalar neste início de passagem pelo clube. Com pouco mais de um mês na Academia de Futebol, o colombiano soma sete partidas, a maioria saindo do banco de reservas, e ainda não marcou gols.
A tendência é que ele volte a ser titular nesta quarta-feira, às 19h, contra o Botafogo, no Allianz Parque, pela sequência do Campeonato Brasileiro.
Adaptação física e encaixe tático
O início mais lento é tratado internamente com naturalidade. Sem férias há dois anos, Arias chegou ao clube em um ciclo de alta exigência física e passou por um processo gradual de utilização. O técnico Abel Ferreira optou por dar ritmo antes de colocá-lo de forma contínua entre os titulares.
Foram quatro entradas no segundo tempo até a sequência recente de três jogos começando desde o início — ainda sem o impacto ofensivo esperado.
Participação cresce, mas longe da área decisiva
Os melhores momentos até aqui foram o pênalti sofrido na estreia contra o Capivariano e a participação direta na final contra o Novorizontino, quando dividiu com o goleiro adversário e contribuiu para a assistência de Vitor Roque.
Vitor Roque
Apesar disso, o principal problema identificado está no posicionamento. Arias tem atuado mais distante da zona de criação ofensiva, onde tradicionalmente constrói suas melhores atuações.
No Fluminense, por exemplo, o colombiano acumulou números expressivos: 47 gols e 55 assistências em 230 jogos, com forte presença perto da área adversária.
Destaque defensivo não era o plano inicial
Se no ataque ainda há ajustes, defensivamente Arias tem sido um dos pontos positivos. Ele lidera estatísticas de desarmes e bolas recuperadas desde sua estreia na Série A, com participação intensa na recomposição, especialmente em coberturas pelo lado do campo.
A contribuição, no entanto, escancara outro ponto: a alta participação defensiva tem reduzido sua energia para chegar com qualidade ao último terço do campo.
No elenco, há a avaliação de que ele tem “segurado mais atrás” do que o ideal para seu estilo.
Tempo de adaptação e expectativa interna
Nos bastidores, o entendimento é de que o processo de adaptação é natural e que outros reforços recentes também demoraram a render antes de se firmarem.
Com contrato até dezembro de 2029, Arias segue como aposta de longo prazo do Palmeiras. A expectativa é que, com ajustes de posicionamento e condicionamento, o colombiano consiga transformar volume de jogo em participação direta em gols.
A próxima oportunidade vem nesta quarta-feira, novamente diante do Botafogo, quando o clube espera ver um passo adiante na evolução do reforço.


