Clube é sancionado por atraso em parcela de acordo; expectativa é de regularização ainda em abril
O Botafogo foi punido pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas após o não pagamento de uma das parcelas do acordo firmado com a entidade, referente ao mês de março. Como consequência, o clube está impedido de registrar novos jogadores na Confederação Brasileira de Futebol pelo período de seis meses.
A decisão foi protocolada na última quarta-feira (8 de abril). Nos bastidores, a expectativa é de que o débito — estimado em cerca de R$ 1 milhão — seja quitado até o próximo dia 20, o que pode evitar desdobramentos mais severos.
Plano coletivo e risco de novas punições
As parcelas em atraso fazem parte de um plano coletivo aprovado na CNRD para reestruturar dívidas da SAF alvinegra junto a diversos credores. A Câmara, além de homologar os acordos, também tem a prerrogativa de aplicar sanções em caso de descumprimento dos pagamentos mensais.
O caso foi inicialmente divulgado pelo Lance! e confirmado por outras fontes. Em nota oficial, a SAF do Botafogo reconheceu a decisão e não descartou o risco de novas punições semelhantes caso a situação não seja regularizada rapidamente.
Aporte de Textor é visto como solução imediata
O acionista majoritário da SAF, John Textor, apresentou recentemente um plano de investimento imediato no valor de R$ 128,5 milhões. Segundo o clube, a entrada desse capital é considerada essencial para quitar pendências como a da CNRD.
O aporte, no entanto, depende da aprovação dos demais sócios, já que está condicionado à emissão de novas ações. A diretoria destacou que os recursos não serão provenientes de empréstimos, mas sim de capital próprio, classificado como “dinheiro novo e saudável”.
Prioridades financeiras seguem pressionando a SAF
Em meio ao cenário de restrições, o Botafogo admite enfrentar dificuldades financeiras e afirma que, neste momento, a prioridade tem sido honrar compromissos operacionais — como salários, fornecedores e serviços essenciais.
A resolução do impasse com a CNRD é vista internamente como urgente, especialmente para evitar impactos diretos no planejamento esportivo da temporada.


