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Remo pune erros do Bahia, vence na Fonte Nova e abre vantagem na Copa do Brasil

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Equipe paraense aproveita falhas defensivas, faz 3 a 1 fora de casa e se aproxima das oitavas; Pikachu e Alef Manga decidem no segundo tempo

O Remo foi cirúrgico e eficiente para largar na frente no duelo da quinta fase da Copa do Brasil. Na noite desta quarta-feira, na Arena Fonte Nova, o time paraense venceu o Bahia por 3 a 1, aproveitando erros decisivos da defesa adversária — especialmente na etapa final — para construir uma vantagem importante rumo às oitavas de final.

Tchamba abriu o placar para os visitantes, Willian José empatou ainda no primeiro tempo, mas Yago Pikachu, de pênalti, e Alef Manga, já nos acréscimos, garantiram o triunfo azulino diante de mais de 31 mil torcedores.

Primeiro tempo: equilíbrio após pressão inicial

O Bahia começou em ritmo intenso e quase abriu o placar nos minutos iniciais. David Duarte obrigou Marcelo Rangel a grande defesa em cabeceio, e Nico Acevedo ainda acertou a trave após boa jogada com Everton Ribeiro.

Com o passar do tempo, o Remo conseguiu esfriar a partida e foi eficiente na bola parada. Aos 15 minutos, Tchamba subiu bem após escanteio e marcou de cabeça — gol confirmado após revisão do VAR.

A resposta tricolor foi imediata. Também em jogada aérea, Everton Ribeiro encontrou Willian José, que deixou tudo igual. Apesar do controle do Bahia na reta final do primeiro tempo, com chances de Jean Lucas e Everton Ribeiro, o empate persistiu até o intervalo.

Segundo tempo: erros decisivos e castigo azulino

A etapa final começou mais aberta, com o Bahia oferecendo espaços e o Remo apostando nos contra-ataques. A grande virada do jogo, porém, veio de um erro individual.

Aos 20 minutos, o goleiro Léo Vieira falhou na saída de bola, entregou nos pés de Yago Pikachu e, na sequência, cometeu pênalti. O próprio Pikachu cobrou com tranquilidade e recolocou o Remo em vantagem.

O gol aumentou a tensão na Fonte Nova. O Bahia perdeu organização, pouco produziu ofensivamente e ainda viu sua torcida reagir com ironia — entoando “olé” enquanto o Remo trocava passes.

Nos acréscimos, nova falha defensiva. Ramos Mingo foi desarmado, e Alef Manga aproveitou o contra-ataque para fechar o placar em 3 a 1.

Ambiente hostil e protestos

A noite terminou sob forte insatisfação da torcida tricolor. Além dos cânticos irônicos durante o jogo, houve aplausos ao terceiro gol do Remo e gritos de “time pipoqueiro” após o apito final, refletindo a frustração acumulada desde a eliminação precoce na fase preliminar da Libertadores.

Situação e próximos passos

Com o resultado, o Remo pode até perder por um gol de diferença no jogo de volta, em Belém, para garantir a classificação. Já o Bahia precisa vencer por três gols para avançar diretamente. Um triunfo por dois gols leva a decisão para os pênaltis.

Antes disso, as equipes voltam suas atenções para o Campeonato Brasileiro. O Bahia recebe o Santos na Fonte Nova, enquanto o Remo encara o Cruzeiro no Mangueirão, ambos no sábado.

Contexto: duelo de treinadores equilibrado

O confronto também marcou mais um capítulo do equilíbrio entre Rogério Ceni e Léo Condé. Agora, são 11 encontros, com quatro vitórias para cada lado e três empates — um retrospecto que reforça a rivalidade recente entre os treinadores em mata-matas nacionais.

O Remo soube sofrer, aproveitou os erros e foi letal quando teve oportunidade. Já o Bahia, apesar do bom início, pagou caro pela instabilidade defensiva e deixou o campo pressionado — dentro e fora das quatro linhas.