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Alerta máximo: Acre concentra 60% das suspeitas de manipulação no futebol brasileiro

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Presidente da FFAC, Adem Araújo classifica índice como “alarmante” e cobra reação imediata de dirigentes após dados divulgados pela CBF

O futebol acreano entrou no radar das autoridades esportivas após a divulgação de dados preocupantes sobre possíveis manipulações de resultados. Durante reunião realizada na quarta-feira (22), com representantes do Ministério Público do Acre (MP-AC), clubes locais e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o presidente da Federação de Futebol do Acre (FFAC), Adem Araújo, não poupou palavras ao comentar o cenário.

Segundo a CBF, dos 10 casos suspeitos registrados no futebol brasileiro nesta temporada, seis envolvem clubes do Acre — o equivalente a 60% do total. Para Adem Araújo, o índice é desproporcional e exige uma resposta imediata.

— É um índice alarmante. Quando você tem 60% das denúncias concentradas em um estado como o nosso, com campeonato curto e poucos clubes em competições nacionais, isso acende um alerta sério. Precisamos agir com firmeza para combater esse tipo de prática — afirmou o dirigente.

As partidas sob suspeita envolvem diferentes competições, incluindo a Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Campeonato Acreano Série A, a Copa Norte (regional da Copa Verde) e o Campeonato Brasileiro Série D.

Histórico recente agrava preocupação

Os dados revelam ainda um cenário mais amplo e persistente. Entre 2023 e 2026, foram identificados 28 casos suspeitos envolvendo clubes acreanos. O pico ocorreu em 2023, com 13 registros, seguido por mais 15 ocorrências entre 2024 e 2026.

Durante o encontro, o oficial de Integridade da CBF, Eduardo Gussem, destacou que a entidade atua em parceria com órgãos como a Polícia Federal para investigar e coibir fraudes no futebol brasileiro.

Adem Araújo reforçou que o momento exige mudança de postura por parte dos dirigentes e maior vigilância sobre o ambiente esportivo local.

— Todos estão cientes agora. A imprensa vai divulgar que os órgãos têm informações sobre o que está acontecendo no nosso estado. Cabe aos dirigentes se conscientizarem. Quem estiver no caminho errado precisa repensar, porque isso pode custar muito caro. São suspeitas, ainda não há confirmação, mas como diz o ditado: onde há fumaça, há fogo — concluiu.