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Independiente Medellín x Flamengo é suspenso após invasão, bombas e vandalismo no Atanásio Girardot

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Torcida colombiana protesta contra crise do clube, arremessa explosivos no gramado e força paralisação com apenas três minutos de jogo; Conmebol aguarda garantias de segurança

A partida entre Independiente Medellín e Flamengo, válida pela Conmebol Libertadores, foi interrompida de forma dramática poucos minutos após o apito inicial nesta quinta-feira, no Estádio Atanásio Girardot, em Medellín, após uma explosão de violência protagonizada por torcedores da equipe colombiana.

Com apenas três minutos de bola rolando, sinalizadores, bombas e objetos foram lançados no campo — alguns próximos ao goleiro Rossi — em meio a um cenário de invasão, destruição de barreiras de proteção e protestos generalizados contra a crise vivida pelo clube mandante.

Diante do caos, a arbitragem suspendeu imediatamente o confronto, retirando jogadores e comissão técnica de campo enquanto a Conmebol passou a aguardar uma posição das autoridades locais sobre a possibilidade — ou não — de retomada.

Protesto anunciado, estádio hostil e clima de guerra

O ambiente já era considerado explosivo antes mesmo do início da partida. Torcedores organizados do Independiente Medellín chegaram vestidos de preto, muitos com o rosto coberto, em uma manifestação planejada nas redes sociais contra a diretoria e o desempenho da equipe.

As arquibancadas exibiram faixas pesadas, com mensagens como “Muito dinheiro, pouco futebol. Fora, cagões” e “Transformaram o campo em um cemitério”.

Quando a bola estava prestes a rolar, o protesto saiu do controle.

Bombas e sinalizadores foram arremessados em direção ao gramado e à área de imprensa, enquanto grades de proteção instaladas preventivamente foram arrancadas com facilidade pelos próprios torcedores.

Conmebol avalia cenário enquanto polícia observa

Apesar da gravidade da situação, chamou atenção a postura inicialmente passiva das forças de segurança, que permaneceram em observação enquanto focos de incêndio e novos sinalizadores surgiam nas arquibancadas.

O sistema de som do estádio chegou a emitir alertas pedindo o fim dos atos violentos e lembrando possíveis punições esportivas, incluindo sanções à torcida e ao clube.

Nos bastidores, dirigentes da Conmebol acionaram a sede da entidade, em Luque, no Paraguai, para definir os próximos passos.

Até o momento, a partida segue sem prazo oficial para reinício.

Flamengo se resguarda e monitora logística

No lado rubro-negro, o volante Jorginho publicou uma imagem diretamente do vestiário, assegurando que os jogadores estavam protegidos.

Além da preocupação com a segurança, o Flamengo também acompanha os impactos logísticos da paralisação, já que a delegação tem voo programado para Porto Alegre logo após o duelo, visando o compromisso de domingo contra o Grêmio, pelo Brasileirão.

Crise institucional inflama revolta da torcida

A explosão nas arquibancadas é reflexo direto do colapso esportivo e político vivido pelo Independiente Medellín.

A recente derrota por 2 a 1 para o Rionegro Águilas, em casa, selou a eliminação da equipe no Campeonato Colombiano e aprofundou a revolta popular.

O estopim ocorreu quando Raúl Giraldo, principal acionista do clube, entrou em campo após a partida e fez gestos interpretados como provocação pela torcida, ampliando ainda mais a indignação.

Pressionado, Giraldo pediu desculpas publicamente e renunciou ao cargo dias depois, embora sua saída da gestão não signifique necessariamente o fim de sua influência sobre o clube.

No radar: possíveis punições

Com invasão, arremesso de explosivos e risco à integridade de atletas, arbitragem e imprensa, o episódio pode gerar severas punições ao Independiente Medellín por parte da Conmebol — incluindo portões fechados, multas pesadas e até sanções esportivas.