Após empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, equipe francesa supera o Arsenal por 4 a 3 nas penalidades e volta ao topo da Europa
O Paris Saint-Germain voltou a fazer história no futebol europeu. Neste sábado, em Budapeste, o clube francês empatou por 1 a 1 com o Arsenal no tempo normal e na prorrogação, mas levou a melhor nos pênaltis por 4 a 3 para conquistar o bicampeonato da Champions League.
A decisão acabou marcada pelo drama nas cobranças. Depois de Eze desperdiçar para o Arsenal, o goleiro Raya ainda defendeu a batida de Nuno Mendes e recolocou os ingleses na disputa. Porém, nas penalidades alternadas, Beraldo converteu para o PSG, e Gabriel Magalhães isolou sua cobrança, decretando o título francês.
O erro do zagueiro brasileiro contrastou com sua atuação impecável ao longo dos 120 minutos, em uma das melhores partidas defensivas da carreira.
Arsenal sai na frente, mas PSG domina a final
O Arsenal abriu o placar logo aos cinco minutos em um lance marcado por azar de Marquinhos e oportunismo de Havertz. O brasileiro tentou afastar, espanou a bola, e o atacante alemão apareceu livre diante de Safonov para finalizar cruzado e fazer 1 a 0.
O gol condicionou completamente a primeira etapa. Com vantagem no placar, os ingleses fecharam os espaços e montaram um sistema defensivo eficiente. Apesar de ter 77% de posse de bola e mais finalizações, o PSG encontrou enormes dificuldades para criar chances claras.
Na etapa final, o cenário mudou. O Arsenal praticamente abdicou de atacar, enquanto o time comandado por Luis Enrique aumentou a pressão ofensiva. O empate veio aos 19 minutos, quando Dembélé converteu pênalti com categoria.
Empurrado pelo domínio territorial, o PSG seguiu em busca da virada. A equipe francesa acertou a trave, criou oportunidades em sequência e deixou espaços para contra-ataques, mas o Arsenal desperdiçou quase todas as transições ofensivas, principalmente pelos erros de Saka na reta decisiva.
Barcola, que saiu do banco, ainda teve duas chances claras para definir o jogo antes da prorrogação, mas não conseguiu aproveitar.
Prorrogação morna e tensão nos pênaltis
O tempo extra teve poucas emoções. Cansadas, as duas equipes diminuíram o ritmo, embora o PSG continuasse mais presente no campo ofensivo.
O Arsenal ainda levou perigo em uma finalização de Gyokeres e tentou explorar sua tradicional força na bola aérea nos minutos finais, mas sem sucesso.
Nas cobranças de pênaltis, o roteiro dramático definiu o campeão europeu. Eze foi o primeiro a desperdiçar para os ingleses. Raya manteve o Arsenal vivo ao defender a cobrança de Nuno Mendes, mas o PSG mostrou mais frieza no momento decisivo.
Beraldo converteu sua batida, enquanto Gabriel Magalhães mandou para fora e sacramentou o bicampeonato parisiense.
Luis Enrique amplia legado europeu
Com a conquista, Luis Enrique chegou ao terceiro título de Champions League como treinador. O espanhol já havia vencido a competição pelo Barcelona na temporada 2014/15 e agora levanta a taça europeia pela segunda vez consecutiva no comando do PSG.
Além disso, o clube parisiense se tornou o primeiro francês a conquistar duas vezes a Liga dos Campeões. O troféu também coroou uma temporada dominante da equipe, que encerra o ano com cinco títulos: Champions League, Campeonato Francês, Supercopa da França, Supercopa da Europa e Copa Intercontinental.
Arsenal amplia jejum histórico
Do lado inglês, permanece a frustração por um título inédito. O Arsenal agora soma 226 partidas disputadas na Champions League sem nunca ter conquistado a competição — a maior marca entre clubes sem troféu no torneio.
Mesmo com uma atuação defensiva sólida durante boa parte da final, os londrinos voltaram a esbarrar na pressão de uma decisão continental.


