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Humaitá encerra Série D com goleada histórica e coleciona marcas negativas inéditas

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Derrota por 13 a 0 para o Porto Velho sela campanha sem pontos do Tourão, que termina a competição com 50 gols sofridos em apenas 10 jogos

O Humaitá encerrou sua participação no Campeonato Brasileiro Série D de 2026 de forma dramática. Neste domingo (14), o Tourão de Porto Acre sofreu uma goleada por 13 a 0 para o Porto Velho, no Estádio Valerião, em Ariquemes (RO), resultado que entrou para a história como a maior goleada já registrada na competição nacional.

A derrota não apenas fechou uma campanha sem vitórias e sem pontos, como também consolidou o clube acreano na última colocação geral da Série D pelo terceiro ano consecutivo. Com dez derrotas em dez partidas, quatro gols marcados e 50 sofridos, o Humaitá protagonizou uma das campanhas mais difíceis já vistas na quarta divisão do futebol brasileiro.

Da ascensão estadual ao desafio nacional

Fundado em 2003, no município de Porto Acre, o Humaitá atuou como equipe amadora até se profissionalizar em 2015. Após conquistar espaço no cenário estadual, o clube chegou à elite acreana rapidamente, tornando-se campeão invicto da segunda divisão em 2016.

Mesmo sem estádio próprio ou centro de treinamento, o Tourão conseguiu se consolidar entre os protagonistas do futebol acreano. O auge veio com o vice-campeonato estadual em 2021 e o título inédito do Campeonato Acreano em 2022, conquista que abriu as portas para as competições nacionais.

Desde então, o clube disputa a Série D, mas ainda não conseguiu avançar à fase mata-mata. A melhor campanha foi em 2023, quando terminou na 42ª colocação geral. Nas três últimas temporadas, porém, ocupou a última posição da classificação geral.

Defesa entra para estatística indesejada

Além da goleada histórica sofrida diante do Porto Velho, o Humaitá passou a integrar uma lista restrita de equipes que sofreram ao menos 50 gols em uma única edição da Série D.

O dado chama ainda mais atenção porque o clube alcançou a marca em apenas dez partidas, registrando média de cinco gols sofridos por jogo — a pior entre todos os times que atingiram esse número.

Clubes com 50 ou mais gols sofridos em uma edição da Série D:

Jaciobá-AL (2020) – 54 gols em 14 jogos
Caucaia-CE (2021) – 51 gols em 14 jogos
Náutico-RR (2022) – 57 gols em 14 jogos
Humaitá (2026) – 50 gols em 10 jogos

Presença constante entre as maiores goleadas

A campanha também ficou marcada por derrotas expressivas. O Humaitá aparece em quatro das 11 maiores goleadas registradas na primeira fase da Série D de 2026.

Entre elas estão o histórico 13 a 0 para o Porto Velho, além dos reveses por 7 a 0 diante do Araguaína, 6 a 0 para o próprio Araguaína e 5 a 1 para o Porto Velho.

Os números refletem as dificuldades defensivas enfrentadas pela equipe ao longo da competição e ajudam a explicar o saldo negativo de 46 gols.

Campanha sem pontos amplia marca negativa

Outro dado que coloca o Humaitá em uma lista indesejada é o fato de ter encerrado a competição sem somar um único ponto. Com dez derrotas em dez rodadas, o clube passa a integrar o grupo de equipes que deixaram a Série D zeradas na pontuação.

Diferentemente de alguns casos do passado, que envolveram punições ou perdas de pontos por escalações irregulares, o Humaitá terminou sem pontuar exclusivamente pelos resultados obtidos em campo.

O desempenho faz da campanha de 2026 a pior já registrada por um clube acreano na história da Série D e encerra uma temporada que certamente ficará marcada pelos recordes negativos acumulados ao longo da competição.