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Bélgica goleia os Estados Unidos, elimina o último anfitrião e encara a Espanha nas quartas

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Seleção belga domina do início ao fim, vence por 4 a 1 em Seattle e confirma sua melhor atuação na Copa do Mundo, mesmo sem De Bruyne entre os titulares

A Bélgica confirmou sua força nas oitavas de final da Copa do Mundo ao vencer os Estados Unidos por 4 a 1, nesta segunda-feira, em Seattle. Com uma atuação dominante do primeiro ao último minuto, a equipe comandada por Rudi Garcia eliminou o último país-sede ainda vivo no torneio e garantiu vaga nas quartas de final.

O grande nome da partida foi De Ketelaere, autor de dois gols. Vanaken e Lukaku também balançaram as redes para os belgas, enquanto Tillman marcou o único gol dos donos da casa.

Antes da bola rolar, a principal discussão girava em torno da anulação do cartão de Balogun, mas, dentro de campo, a polêmica ficou em segundo plano diante da superioridade absoluta da Bélgica.

Espanha será o próximo desafio

Com a classificação assegurada, a Bélgica terá pela frente a Espanha nas quartas de final. Os espanhóis avançaram após derrotarem Portugal por 1 a 0, também nesta segunda-feira.

O confronto está marcado para sexta-feira, às 16h (de Brasília), em Los Angeles, e promete reunir duas das seleções mais tradicionais do futebol europeu na disputa por uma vaga na semifinal.

Rudi Garcia surpreende e vê reservas darem conta do recado

A escalação inicial chamou atenção pela ausência de duas das principais estrelas da equipe: De Bruyne e Doku começaram no banco de reservas. A aposta de Rudi Garcia, no entanto, deu resultado.

Lukébakio e Raskin corresponderam às expectativas, contribuindo para a intensa movimentação ofensiva e ajudando a Bélgica a controlar completamente a partida. Doku ainda entrou no segundo tempo, enquanto De Bruyne permaneceu no banco durante os 90 minutos.

Domínio absoluto e goleada construída com autoridade

A Bélgica abriu o placar logo aos oito minutos, com De Ketelaere, e ampliou aos 32, novamente com o atacante, que viveu sua melhor atuação no Mundial. Entre os dois gols, Tillman chegou a empatar temporariamente para os Estados Unidos em cobrança de falta desviada na barreira, mas foi praticamente a única oportunidade de destaque da equipe da casa.

Mesmo antes do intervalo, os belgas desperdiçaram outras boas chances com Castagne, Tielemans e Lukébakio, deixando clara a superioridade técnica e tática.

Na etapa final, o cenário ficou ainda mais favorável para os europeus. Pulisic deixou o campo lesionado, e Vanaken aproveitou uma grave falha do goleiro Freese para marcar o terceiro gol.

Os Estados Unidos ainda tentaram reagir. Berhalter acertou um forte chute que passou muito perto da trave, e Balogun teve a melhor oportunidade da equipe ao ficar frente a frente com Courtois, mas desperdiçou a chance.

Já nos acréscimos, Vanaken roubou a bola no campo ofensivo, iniciou o contra-ataque e serviu Lukaku, que bateu colocado para fechar a goleada por 4 a 1.

Último anfitrião se despede da Copa

A derrota também marcou a eliminação do último país-sede ainda presente no Mundial. O Canadá havia sido eliminado pelo Marrocos, enquanto o México caiu diante da Inglaterra nas oitavas. Com o revés em Seattle, os Estados Unidos encerram a participação dos anfitriões na competição.

Classificação tem custo: Onana preocupa

Apesar da grande atuação coletiva, a Bélgica deixou o gramado com uma preocupação importante. O volante Onana sofreu uma lesão no joelho direito após dividida com Pulisic e precisou ser substituído.

Ao fim da partida, o jogador apareceu de muletas no banco de reservas, aumentando a preocupação da comissão técnica. A suspeita é de uma lesão que pode tirá-lo do restante da Copa do Mundo, o que seria um desfalque significativo para a sequência da seleção belga.