LIBERTADORES

home / LIBERTADORES / Fluminense repete erros, e vaga na Libertadores fica por um fio

Fluminense repete erros, e vaga na Libertadores fica por um fio

Facebook
Twitter
WhatsApp
Telegram

Empate com o Independiente Rivadavia expõe novamente as fragilidades de um time que chegou ao oitavo jogo sem vencer

O Fluminense deixou o Maracanã nesta terça-feira com um empate em 0 a 0 diante do Independiente Rivadavia, no jogo de ida das oitavas de final da Libertadores, e uma sensação cada vez mais incômoda: a de que a eliminação é uma questão de tempo.

O resultado, por si só, está longe de ser definitivo. Uma vitória simples na Argentina coloca o Tricolor nas quartas de final. O problema é o futebol apresentado nas últimas semanas — e, principalmente, a incapacidade de corrigir erros que se repetem partida após partida.

O empate no Maracanã foi o oitavo jogo consecutivo sem vitória do Fluminense. São sete empates e uma derrota no período, considerando também os compromissos pelo Campeonato Brasileiro e pela Copa do Brasil.

Mais do que os números, o que preocupa é a maneira como eles foram construídos.

Posse de bola sem criação

O Fluminense teve a bola durante boa parte da partida, mas novamente não soube o que fazer com ela. A equipe circulava a posse de um lado para o outro, de lateral a lateral, tentando encontrar espaços que raramente apareciam.

Faltou movimentação, faltou velocidade e, principalmente, faltou repertório ofensivo.

Quando finalmente tentava acelerar, o time esbarrava em erros de passe — alguns bastante simples para jogadores do nível do elenco tricolor. A ansiedade para não errar acabou, paradoxalmente, produzindo ainda mais erros.

O Independiente Rivadavia percebeu o cenário e soube explorar. Bem organizado defensivamente, o time argentino esperou os erros do Fluminense e encontrou espaços para contra-atacar.

Foi assim que criou algumas das melhores oportunidades da partida.

Fábio salva, e a sorte ajuda

Se há um aspecto positivo a ser levado para a Argentina, é que o Fluminense saiu do Maracanã vivo na disputa.

E isso passa diretamente por Fábio.

O goleiro fez duas defesas de alto nível e evitou que o Rivadavia transformasse em gols as oportunidades criadas. Em outro lance, Matías Fernández acertou a trave e também levou perigo ao gol tricolor.

Diante desse cenário, o 0 a 0 pode ser considerado o menos pior dos resultados para o Fluminense.

O time teve dificuldades para criar, desperdiçou sua melhor oportunidade e ainda viu o adversário chegar mais perto do gol em determinados momentos. Não fosse Fábio e uma dose de sorte, a situação poderia ser muito mais complicada.

Crise não tem um único culpado

Em momentos como este, procurar um único responsável costuma ser a maneira mais fácil — e menos precisa — de analisar uma crise.

A responsabilidade precisa ser dividida.

Zubeldía não conseguiu fazer a equipe evoluir e encontrar soluções para problemas que se repetem. Os jogadores também estão muito abaixo do nível que já demonstraram durante a temporada. E a direção precisa assumir sua parcela de responsabilidade pela montagem do elenco e pela dificuldade em solucionar carências que ficaram evidentes ao longo do ano.

O resultado é um time que parece ter perdido confiança.

A cada erro, surge outro. A cada tentativa de acelerar o jogo, aparece um passe errado. A cada posse prolongada, aumenta a sensação de que a equipe não sabe como transformar controle em perigo.

É um ciclo difícil de romper.

Libertadores está por um fio

É claro que ainda não é possível decretar a eliminação do Fluminense.

A vaga nas quartas de final continua absolutamente aberta. Uma vitória simples em Mendoza será suficiente para colocar o Tricolor entre os oito melhores da Libertadores.

Mas existe uma diferença importante entre possibilidade matemática e expectativa esportiva.

Pelo que o Fluminense vem apresentando nos últimos dois meses, acreditar em uma reação na Argentina exige mais fé do que argumentos.

O time precisa vencer fora de casa, justamente no momento em que parece mais pressionado, inseguro e sem soluções ofensivas.

A Libertadores ainda está ao alcance. Mas, se o Fluminense repetir na Argentina os mesmos erros apresentados no Maracanã, a eliminação deixará de parecer apenas uma possibilidade e passará a ser a consequência mais provável de uma crise que já dura oito jogos.