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Coutinho cita Neymar, explica acerto com o Santos e rebate críticas da torcida do Vasco

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Meia afirma que o terceiro contato do craque santista o fez repensar a decisão de deixar o futebol e revela ter aberto mão de valores para retornar ao clube carioca

O Santos apresentou oficialmente, nesta segunda-feira (14), o lateral-direito Rodinei e o meia Philippe Coutinho. Enquanto o defensor já disputou duas partidas pelo clube e assinou contrato até o fim de 2027, o novo camisa 11 do Peixe tem vínculo até dezembro deste ano.

Durante a entrevista coletiva, Coutinho revelou que Neymar teve papel determinante em sua decisão de voltar aos gramados e aceitar o convite santista. Amigo do craque desde a infância, o meia contou que recebeu a primeira mensagem do atacante logo após deixar o Vasco, em fevereiro.

“Com certeza o Neymar teve papel importante na minha vida. Um jogador que dispensa comentários, um amigo que tenho desde criança. Foi a primeira pessoa no futebol que mandou mensagem quando saí do Vasco”, afirmou.

Segundo Coutinho, Neymar voltou a procurá-lo meses depois, mas, naquele momento, a resposta continuou sendo negativa. O cenário mudou há cerca de duas semanas, quando o santista fez um terceiro contato.

“Ele falou comigo depois de alguns meses, minha resposta foi a mesma. E o tempo se passou. Há duas semanas, ele mandou outra mensagem, eu repensei”, explicou.

“Seria injusto eu não poder voltar a trabalhar”

O meia afirmou que o período afastado do futebol o ajudou a recuperar a motivação e a enxergar sentido em uma nova etapa profissional.

“Tinha vontade de voltar a jogar. Por que não? Qual o problema? Estou indo para um grande clube, em outra cidade. Seria injusto eu não poder voltar a trabalhar”, disse Coutinho, que agradeceu ao presidente Marcelo Teixeira, ao executivo Alexandre Mattos e a Neymar pelo convite.

O jogador também destacou a importância de voltar a atuar ao lado de grandes nomes em uma instituição de peso no futebol brasileiro.

“Queria agradecer ao presidente Marcelo Teixeira, ao Mattos e ao Ney pelo convite. Estou feliz de aceitar esse desafio”, completou.

Gratidão ao Vasco e resposta às críticas

Ídolo formado nas categorias de base do Vasco, Coutinho também comentou a repercussão negativa entre parte da torcida cruz-maltina após o anúncio de sua transferência para o Santos.

O meia afirmou que o clube carioca continua sendo sua casa e reforçou que sempre deixou clara a gratidão pela instituição que o revelou.

“Tenho visto algumas coisas. Tentando me blindar, mas sei que a repercussão foi grande. Fico triste, mas tenho espaço para falar. O Vasco, para mim, sempre foi a minha casa. Fui criado no Vasco, joguei a base toda, subi para o profissional”, declarou.

Coutinho ainda revelou que abriu mão de valores importantes para viabilizar seu retorno ao Vasco. Na ocasião, segundo o jogador, ele tinha mais um ano de contrato no Catar, com vencimentos de US$ 10 milhões líquidos, além de um ano de vínculo com o Aston Villa.

“Sempre deixei claro que não queria que o Vasco gastasse nada para a minha volta. A única forma era abrir mão disso tudo. Meu salário de um ano e dos valores a receber do Aston Villa. Deixei tudo vir para o Vasco pelo carinho”, afirmou.

Reconexão com a paixão pelo futebol

Após um período longe dos gramados, Coutinho explicou que precisou se reconectar com aspectos simples da vida para recuperar a alegria de jogar.

“Futebol sempre foi minha paixão. Por um tempo perdi isso. Qualquer um que trabalha precisa ter um propósito. Ter sentido. Por um tempo eu perdi isso”, relatou.

Agora, o meia espera recuperar o prazer de atuar e contribuir com o Santos ao lado de jogadores de destaque.

“O que me motiva é voltar a ser alegre. Sempre joguei porque é algo que sempre fui apaixonado. Hoje jogar ao lado de grandes craques numa instituição gigante. Isso que me motiva”, concluiu.

Rodinei mira semifinal da Sul-Americana

Também apresentado nesta segunda-feira, Rodinei falou sobre a decisão de deixar a Grécia para retornar ao futebol brasileiro. O lateral afirmou que estava feliz no exterior, mas sentia falta do ambiente do futebol nacional.

“Não foi uma decisão fácil de voltar a jogar no Brasil. Estava feliz na Grécia. Mas tinha vontade de sentir o calor do futebol brasileiro, das torcidas. A decisão foi a melhor que tive”, disse.

O jogador destacou ainda a recepção no Santos e a confiança adquirida nas primeiras partidas pelo clube.

“Saí daqui em alto nível e muito feliz com a recepção que os jogadores tiveram. Me deu confiança de vir e jogar. Sempre fui de jogar para frente, com alegria. E o Santos me dá isso”, afirmou.

Rodinei também projetou o duelo de volta das quartas de final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético-MG, nesta quarta-feira, em Belo Horizonte. Após vencer por 2 a 0 na Vila Belmiro, o Santos pode perder por até um gol de diferença para avançar à semifinal.

“Sabemos que temos chances na Sul-Americana. Não gosto de falar em chance de título. Não podemos dar salto maior que a perna. Temos uma vantagem para ir para a semifinal. Temos que ir com humildade. Pensar em título só quando chegar na final”, declarou.

Coutinho vestirá a camisa 11 do Santos. Inicialmente, o meia utilizaria o número 19, mas Rony decidiu ceder a numeração e passou a usar a 33. Rodinei ficará com a camisa 23.

A apresentação dos reforços contou com a participação do ex-jogador Elano, atualmente dirigente das categorias de base do clube, e de Anderson Lima, lateral que defendeu o Santos no fim dos anos 1990.