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Hoeness critica reta final de Müller no Bayern: “Falava mais do que jogava”

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Presidente de honra do clube bávaro dispara contra últimos anos do atacante, revela convite para cargo interno e explica escolha do ídolo por seguir carreira nos Estados Unidos

Thomas Müller construiu uma das trajetórias mais vitoriosas da história do Bayern de Munique, mas sua despedida do clube ganhou contornos polêmicos. Uli Hoeness, presidente de honra da equipe alemã e uma das figuras mais influentes da história bávara, fez duras críticas à reta final do atacante e afirmou que, nos últimos anos, o ídolo passou a ter mais protagonismo fora de campo do que dentro dele.

Em entrevista à DAZN nesta quarta-feira (6), Hoeness foi direto ao avaliar o fim da passagem de Müller pelo gigante alemão.

— Na fase final, o Thomas falava mais do que jogava futebol. No fim, era basicamente o porta-voz da imprensa — afirmou o dirigente, apesar de ressaltar que não possui problemas pessoais com o ex-camisa 25.

Declaração expõe visão crítica sobre papel de Müller nos últimos anos

A fala de Hoeness escancara uma percepção contundente sobre a fase derradeira de Müller no Bayern, quando o atacante perdeu espaço como titular, mas permaneceu como uma das vozes mais influentes do elenco.

Para o ex-dirigente, o veterano soube administrar sua imagem de forma estratégica, mesmo em um contexto de menor protagonismo esportivo.

— Foi certamente muito inteligente na forma como se promoveu, mesmo numa altura em que já estava no banco — completou.

Bayern tentou manter Müller, mas fora das quatro linhas

Apesar das críticas, Hoeness revelou que o Bayern tentou preservar sua ligação histórica com Müller oferecendo a ele uma função no clube após o encerramento de seu contrato.

Segundo o dirigente, a proposta era encontrar um cargo adequado dentro da estrutura bávara, mantendo o ex-atacante próximo da instituição onde se tornou símbolo.

No entanto, Müller optou por adiar a transição para os bastidores. Aos 35 anos, escolheu seguir em atividade e aceitou a proposta do Vancouver Whitecaps, da MLS, abrindo um novo capítulo na carreira.

Uma trajetória histórica difícil de igualar

Mesmo com o tom crítico sobre seus últimos anos, a dimensão de Thomas Müller na história do Bayern permanece incontestável.

Revelado pelas categorias de base após chegar ao clube em 2000, ainda criança, Müller passou toda a carreira profissional vestindo apenas a camisa bávara até sua saída. Foram 756 partidas, 248 gols, 221 assistências e uma coleção impressionante de 32 títulos.

Entre suas principais conquistas estão:

  • Duas Champions League
  • Dois Mundiais de Clubes
  • 12 títulos da Bundesliga


Além disso, Müller também entrou para a história com a seleção alemã ao conquistar a Copa do Mundo.

Legado gigante, despedida turbulenta

As declarações de Hoeness adicionam um componente inesperado à saída de um dos maiores ídolos da era moderna do Bayern. Se dentro de campo Müller deixou números e títulos monumentais, fora dele sua reta final parece ter dividido opiniões até mesmo entre as principais lideranças do clube.

A mudança para a MLS representa, agora, não apenas a continuidade de sua carreira, mas também a chance de escrever seus últimos capítulos longe das pressões e das críticas de Munique.