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Vasco arranca empate heroico no último lance, freia Flamengo e incendeia o Maracanã no clássico carioca

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Rubro-Negro abre 2 a 0 com Pedro e Jorginho, mas time de Renato Gaúcho reage na reta final com Robert Renan e Hugo Moura para buscar o 2 a 2 pelo Brasileirão

O Flamengo esteve muito perto de transformar o clássico em vitória segura, mas viu o Vasco reagir de forma dramática e arrancar um empate por 2 a 2 aos 51 minutos do segundo tempo, neste domingo, no Maracanã, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com mais posse, controle territorial e maior capacidade de criação, o Rubro-Negro começou superior e explorou bem a desatenção defensiva rival. O primeiro gol nasceu justamente de uma falha coletiva da retaguarda vascaína, que não conseguiu desarmar Pedro mesmo em superioridade numérica. O atacante aproveitou o espaço e abriu o placar.

Apesar da postura mais reativa do Vasco, a equipe de Renato Gaúcho conseguiu levar perigo em bolas laterais e investidas rápidas, especialmente com cruzamentos para a área. Ainda assim, o Flamengo foi mais consistente e criou oportunidades para ampliar antes do intervalo, exigindo boas intervenções de Léo Jardim e cortes decisivos da defesa cruz-maltina.

Pênalti amplia vantagem, mas mudanças recolocam o Vasco no jogo

Na volta para o segundo tempo, o Vasco mostrou postura mais agressiva, adiantou linhas e passou a jogar mais no campo ofensivo. Mas justamente quando tentava crescer, sofreu novo golpe.

Após revisão do VAR, Wilton Pereira Sampaio assinalou pênalti de Paulo Henrique sobre Pedro. Jorginho cobrou com categoria e fez 2 a 0, colocando o Flamengo em posição confortável no clássico.

O cenário parecia encaminhado, sobretudo porque o time rubro-negro ainda criou chances para ampliar, principalmente em finalizações de Plata e Léo Pereira, novamente paradas por Léo Jardim.

Mas Renato Gaúcho mudou o jogo nas substituições.

Bola aérea decide, e Vasco transforma pressão em reação histórica

Com alterações ofensivas, o Vasco ganhou força pelos lados, aumentou a pressão e passou a sufocar o Flamengo, que perdeu capacidade de retenção de bola e deixou de ameaçar nos contra-ataques.

A reação começou aos 38 minutos, quando Nuno cobrou escanteio com precisão, e Robert Renan subiu livre para descontar de cabeça.

O gol incendiou o clássico e impulsionou o time cruz-maltino, que foi para o tudo ou nada nos minutos finais. Já nos acréscimos, aos 51, Cuesta levantou mais uma bola na área, e Hugo Moura apareceu de peixinho para empatar de forma heroica.

Impacto na tabela e gosto amargo para o Flamengo

O empate tem sabor de vitória para o Vasco, que chega aos 17 pontos, mantém distância da parte mais delicada da tabela e reforça moral em um clássico de peso.

Para o Flamengo, o resultado representa chance desperiçada. Com 27 pontos, o Rubro-Negro deixa escapar a oportunidade de se aproximar do líder Palmeiras e ainda carrega a frustração de ter perdido uma vantagem de dois gols.

Foco continental

Agora, o Flamengo volta suas atenções para a Libertadores, em duelo contra o Independiente Medellín, na Colômbia.

O Vasco, embalado pela reação, encara o Audax Italiano, no Chile, pela Sul-Americana.

No Maracanã, o roteiro parecia escrito para uma vitória rubro-negra — até o Vasco transformar os acréscimos em capítulo de resistência, pressão e redenção.