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Estados Unidos vencem a Austrália, mantêm 100% e avançam ao mata-mata

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Com atuação segura e vantagem construída no primeiro tempo, seleção norte-americana garante vaga antecipada nas oitavas de final do Mundial

Os Estados Unidos estão classificados para a fase mata-mata da Copa do Mundo. Diante de sua torcida no Seattle Field, a equipe derrotou a Austrália por 2 a 0, nesta quinta-feira, e assegurou presença entre os dois primeiros colocados do Grupo D. Os gols da vitória foram marcados por Burgess, contra, e Freeman.

Com o resultado, os norte-americanos chegam aos seis pontos e mantêm os 100% de aproveitamento na competição. A liderança da chave também pode ser confirmada ainda nesta rodada, dependendo de um tropeço da Turquia. Já a Austrália permanece com três pontos e decidirá sua sobrevivência no torneio na última rodada, contra o Paraguai.

Evolução consolidada no cenário mundial

O avanço às oitavas reforça o crescimento do futebol dos Estados Unidos nas últimas décadas. Esta é a 12ª participação da seleção em Copas do Mundo e a quarta classificação consecutiva para a fase eliminatória, repetindo os feitos de 2010, 2014 e 2022. A única ausência recente ocorreu em 2018, quando a equipe não conseguiu vaga para o torneio.

Domínio americano define o jogo no primeiro tempo

A partida começou movimentada. Logo no primeiro minuto, a Austrália aproveitou um erro na saída de bola dos anfitriões, mas parou em boa defesa de Freese.

Depois do susto inicial, os Estados Unidos assumiram o controle das ações e passaram a pressionar principalmente pelos lados do campo. Aos 10 minutos, Balogun arrancou pela esquerda e cruzou para a área. Na tentativa de cortar, Burgess acabou desviando contra o próprio patrimônio e abriu o placar para os donos da casa.

A superioridade norte-americana continuou ao longo da primeira etapa. A equipe acumulou chegadas perigosas e ampliou nos minutos finais. Após cobrança de falta ensaiada, Dest finalizou, e Freeman apareceu livre para marcar de cabeça no rebote. O lance chegou a ser anulado pelo assistente, mas foi validado após revisão do VAR.

Austrália cresce, mas não encontra soluções

Na volta do intervalo, os Estados Unidos administraram a vantagem com posse de bola e controle territorial. A principal oportunidade da equipe veio em um contra-ataque iniciado por Adams, que encontrou Balogun em velocidade. O atacante invadiu a área, mas teve a finalização bloqueada por Circati.

A Austrália melhorou com as substituições e passou a ter mais posse de bola. A melhor chance surgiu aos 16 minutos, quando Irankunda puxou um contra-ataque e serviu Volpato, que finalizou por cima do gol.

Apesar do crescimento australiano, a equipe encontrou dificuldades para transformar volume de jogo em oportunidades claras. Nos minutos finais, apostou em cruzamentos para a área, mas sem conseguir ameaçar de forma efetiva a defesa americana.

Arbitragem gera reclamações e cena inusitada

O segundo tempo também foi marcado por polêmicas envolvendo a arbitragem. Os australianos reclamaram de dois possíveis pênaltis: um em lance de McKennie sobre Volpato e outro por toque de mão de Freeman dentro da área. Em ambas as situações, o árbitro Félix Zwayer mandou o jogo seguir e não foi chamado para revisão no monitor.

A equipe da Oceania ainda pediu a expulsão de Antonee Robinson após uma disputa de bola em que o lateral atingiu o rosto de Volpato. O árbitro também ignorou a reclamação.

Nos acréscimos, uma situação incomum interrompeu a partida. Zwayer sofreu com fortes câimbras e precisou receber atendimento médico dentro de campo. Após cerca de dois minutos de paralisação, o árbitro conseguiu continuar e encerrou normalmente o confronto.

Próximos compromissos

A última rodada do Grupo D será disputada na próxima quinta-feira, às 23h (de Brasília). Os Estados Unidos enfrentam a Turquia, em Los Angeles, enquanto a Austrália encara o Paraguai, em Santa Clara, em busca da classificação para a próxima fase.