Zagueiro e capitão do Imperador, autor de gol no empate com Rio Branco FC, avalia que time não fez bom jogo e ressalta que festejo do gol não foi direcionado a ninguém
Rio Branco, AC – Com vantagem nas semifinais diante do Rio Branco FC por ter feito a melhor campanha da primeira fase do Campeonato Acreano, o Galvez esteve muito perto de conquistar a vaga na decisão no jogo de ida, no Estádio Tonicão, em Rio Branco, nesse sábado (14). O Imperador ficou em vantagem no placar com gol marcado pelo zagueiro Diego no segundo tempo, mas acabou sofrendo o empate e vai precisar empatar, pelo menos, no jogo de volta para ir à final.
Avaliando a atuação do time na partida, o capitão autor do gol admite que o desempenho durante os 90 minutos não foi o ideal e garante que o Galvez não vai se acomodar com a vantagem para o segundo e decisivo encontro.
– Não foi um jogo tão bom da nossa parte, mas ainda assim conseguimos abrir o placar, ficar à frente, e acabamos pecando naquela bola parada. Sabemos que temos essa vantagem, não iremos sentar nela, a gente vai entrar para ganhar o jogo. O empate (caso ocorra) será consequência, mas vamos entrar para ganhar – declarou.
Diego ressaltou que além da dificuldade por encarar um adversário com a camisa de peso, o Galvez foi prejudicado com algumas decisões da arbitragem no decorrer do jogo.
– A gente sabe que o jogo foi bastante difícil, inclusive na parte da arbitragem. É um jogo contra o Rio Branco, camisa pesada, onde a gente tinha que minimizar os erros e até conseguimos, mas durante todo o jogo a bola nossa a arbitragem conseguia dar para o outro lado. A bola dividida a arbitragem dava para o outro lado, inclusive no gol que a gente tomou. Teve uma falta para a gente, o árbitro conseguiu achar uma falta para o Rio Branco, o que ele fez o jogo inteiro. Além de inverter, achou falta, achou laterais, achou escanteios que a bola era nossa e findamos tomando o gos em um desses lances – argumentou.
Após abrir o placar no clássico, aos seis minutos da etapa final, Diego comemorou tirando a camisa e correndo esfregando as mãos na barriga na frente dos torcedores que estavam nas arquibancadas que ficam abaixo do setor das cabines de imprensa do Tonicão. Questionado se o gesto era direcionado a alguém ou uma resposta às críticas pela sua forma física, ele negou e ressaltou que foi apenas uma reação espontânea para “extravasar o momento”.

– Foi uma comemoração mesmo aleatória. As críticas sempre vão existir, sempre vai haver quem gosta e quem não gosta, mas naquele momento foi o que veio na minha cabeça a comemoração que tive. O torcedor sempre tira onda, brinca, fala o que tem vontade, e aquele foi o meu momento. Consegui fazer o gol e foi a comemoração que meio veio à cabeça, mas nada direcionado a ninguém ou relacionado a ninguém. Foi apenas uma comemoração para extravasar o momento – afirmou.
– Até porque no futebol tem dessas. Aqui ou acolá a gente vê um jogador ou outro fora de forma, visualmente. Até porque aguentar um jogo de 90 minutos naquele sol, naquele abafado que tava, o cara tem que estar com um condicionamento bom. E, graças a Deus, o Tiago Teles (preparador físico) tem feito um bom trabalho para que a gente aguente jogar os 90 minutos. Então, não foi nada relacionado a ninguém, foi apenas mesmo uma comemoração aleatória – concluiu.
Galvez e Rio Branco FC voltam a se encontrar para o segundo jogo das semifinais na quarta-feira (18), novamente no Tonicão, às 17h (do Acre). Se empatar ou vencer, o Imperador vai decidir o estadual contra Humaitá e Santa Cruz-AC.


