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Conmebol abre processo contra Abel Ferreira por críticas ao VAR após empate do Palmeiras

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Treinador ironizou arbitragem de vídeo em coletiva e pode ser punido por conduta considerada ofensiva à entidade

A Conmebol abriu procedimento disciplinar contra Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, após declarações sobre o uso do VAR na competição. A manifestação ocorreu na entrevista coletiva depois do empate em 1 a 1 com o Junior Barranquilla, na última semana, pela Libertadores.

Na ocasião, o treinador português comentou o pênalti marcado para os colombianos e ironizou o funcionamento da arbitragem de vídeo, afirmando que “ano passado o VAR da Conmebol não funcionou e esse ano parece que vai funcionar”.

Base da denúncia e possíveis punições

O processo está fundamentado no artigo 11 do Código Disciplinar da Conmebol, que trata de violações aos princípios de conduta. Abel foi enquadrado nas alíneas D e F, que abordam, respectivamente, ofensas à entidade e comportamentos que possam desacreditar o futebol sul-americano.

As declarações do treinador fazem referência indireta à final da Libertadores de 2025, quando um lance envolvendo Erick Pulgar, do Flamengo, gerou reclamações do Palmeiras. Na jogada, o volante acertou Bruno Fuchs sem bola e não houve revisão para possível expulsão.

Contexto da fala

Apesar da crítica, Abel Ferreira chegou a reconhecer a marcação do pênalti na partida contra o Junior Barranquilla como correta, destacando o contato no lance. Ainda assim, utilizou o episódio para questionar a consistência das decisões do VAR na competição.

— Vê-se claramente que Maurício quer tirar o pé, mas há um contato. Parece que esse ano o VAR vai funcionar. Isso é bom — declarou o técnico na coletiva.

Prazo de defesa e histórico recente

O Palmeiras terá até esta sexta-feira para apresentar defesa junto à Conmebol. O clube acompanha o caso enquanto Abel Ferreira já cumpre punição no cenário nacional: o treinador foi suspenso por sete partidas pelo STJD e ainda tem quatro jogos a cumprir no Campeonato Brasileiro.

Na Libertadores, porém, o comandante mantém histórico disciplinar sem expulsões desde que assumiu a equipe, em 2020, somando mais de 60 partidas na competição.

Clube se posiciona

Nos bastidores, o Palmeiras também se manifestou sobre decisões disciplinares recentes. O diretor de futebol Anderson Barros criticou a punição aplicada pelo STJD e cobrou critérios uniformes nos julgamentos, reforçando a insatisfação do clube com o tratamento dado ao treinador português.