Verdão domina o primeiro tempo, abre vantagem com Arias, mas cai de produção na etapa final e vê Sporting Cristal assumir a ponta do Grupo F
O Palmeiras deixou escapar uma vitória importante na noite desta quarta-feira, na Nueva Olla, em Assunção, ao empatar por 1 a 1 com o Cerro Porteño pela fase de grupos da Conmebol Libertadores. Superior tecnicamente durante boa parte do confronto, o Verdão saiu na frente com Jhon Arias, mas reduziu intensidade no segundo tempo e acabou punido por um empate marcado por infelicidade do goleiro Carlos Miguel.
O resultado tirou a equipe de Abel Ferreira da liderança do Grupo F. Agora, o Sporting Cristal, vencedor na rodada anterior, ocupa a primeira posição com seis pontos, enquanto o clube paulista soma cinco.
Domínio alviverde e gol de Arias no primeiro tempo
O Palmeiras fez uma etapa inicial de alto nível em Assunção. Após suportar a pressão inicial do Cerro Porteño nos primeiros minutos, a equipe brasileira assumiu o controle do jogo com boa circulação de bola e superioridade técnica no meio-campo.
Com Marlon Freitas e Andreas Pereira encontrando espaços, o Verdão passou a ditar o ritmo e abriu o placar em jogada trabalhada. Allan participou bem da construção e encontrou Jhon Arias livre para finalizar com qualidade e colocar os visitantes em vantagem.
A superioridade foi tão clara que o Palmeiras ainda poderia ter ampliado, especialmente em nova oportunidade de Allan, mas faltou precisão para transformar domínio em vantagem mais confortável.
Queda de intensidade muda cenário após intervalo
Se o primeiro tempo foi de controle, o segundo apresentou um Palmeiras mais passivo. O time reduziu profundidade, perdeu agressividade pelos lados e passou a apostar excessivamente em cruzamentos, permitindo crescimento gradual do Cerro Porteño.
Os paraguaios avançaram suas linhas, pressionaram mais e passaram a frequentar o campo ofensivo com maior constância. O empate surgiu em lance evitável: Iturbe arriscou de longa distância, acertou a trave, e a bola voltou nas costas de Carlos Miguel antes de entrar.
O lance simbolizou a queda de concentração palmeirense e castigou a equipe em um momento de oscilação coletiva.
Pressão final e chance desperdiçada
Após sofrer o empate, o Palmeiras tentou reagir nos minutos finais e quase retomou a vantagem no último lance. Murilo subiu bem em cabeçada perigosa, mas o goleiro do Cerro Porteño evitou o gol com defesa decisiva.
A frustração dos jogadores alviverdes na saída de campo refletiu o sentimento de oportunidade perdida, especialmente pelo controle apresentado na primeira metade da partida.
Gramado vira alvo de críticas
Além do resultado, o Palmeiras também demonstrou insatisfação com as condições do gramado da Nueva Olla. Integrantes da comissão técnica, incluindo Vítor Castanheira e Abel Ferreira, reclamaram das dimensões e da altura da grama, fatores que, na visão palmeirense, interferiram no desempenho da equipe.
Situação e próximos desafios
Com cinco pontos, o Palmeiras agora terá confronto direto pela liderança contra o Sporting Cristal, fora de casa, na próxima rodada da Libertadores.
Antes disso, o Verdão volta atenções ao clássico contra o Santos, no sábado, em jogo que marcará a despedida oficial do nome Allianz Parque.
Análise
O empate em Assunção expôs duas versões do Palmeiras: uma equipe dominante, organizada e agressiva no primeiro tempo; outra menos intensa e vulnerável na segunda etapa. O ponto fora de casa mantém o time vivo, mas o sabor é de prejuízo diante de uma atuação que, pela superioridade inicial, poderia ter rendido mais.


