Ídolo da Azzurra deixa cargo na federação depois de nova ausência em Copa do Mundo; renúncia de presidente intensifica turbulência
A crise no futebol italiano ganhou mais um capítulo dramático nesta semana. Após a eliminação para a Bósnia nos pênaltis, que selou a ausência da Itália em sua terceira Copa do Mundo consecutiva, Gianluigi Buffon anunciou sua demissão do cargo de chefe de delegação da seleção.
A decisão veio na esteira da saída de Gabriele Gravina da presidência da Federação Italiana de Futebol (FIGC), aprofundando o cenário de instabilidade nos bastidores da Azzurra.
Saída marcada pela emoção
Buffon revelou que a decisão foi tomada ainda no calor da derrota, em um gesto carregado de emoção.
“Apresentar minha demissão um minuto após o término da partida foi um ato impulsivo, que surgiu do fundo da minha alma. Tão espontâneo quanto as lágrimas e a dor que sinto no coração”, declarou.
O ex-goleiro destacou que o principal objetivo de sua passagem era reconduzir a Itália ao Mundial — missão que acabou frustrada.
Ciclo curto e fim melancólico
Buffon ocupava o cargo desde agosto de 2023, logo após encerrar sua lendária carreira como jogador. Ele havia assumido a função em substituição a Gianluca Vialli, falecido no início daquele ano.
Sua passagem, no entanto, termina marcada por mais um fracasso esportivo de uma seleção que não consegue se reerguer no cenário internacional.
Marca negativa inédita
A ausência em três Copas do Mundo seguidas representa um feito inédito e negativo para uma seleção campeã mundial. Nem mesmo em períodos anteriores de reconstrução, a Itália havia enfrentado uma sequência tão longa longe do principal torneio do futebol.
A repercussão política também foi imediata. O ministro do Esporte, Andrea Abodi, já havia pressionado por mudanças na estrutura da federação, incluindo a saída de Gravina.
Legado intocável em campo
Apesar do momento turbulento fora das quatro linhas, o legado de Buffon como jogador permanece incontestável. Recordista de partidas pela seleção italiana, ele disputou 176 jogos entre 1997 e 2018 e foi peça fundamental na conquista da Copa do Mundo de 2006.
Além da Azzurra, construiu uma carreira vitoriosa defendendo clubes como Juventus, Parma e Paris Saint-Germain.
Agora, com sua saída, a Itália mergulha ainda mais fundo em um processo de reformulação que parece longe de chegar ao fim.


