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Iraque é letal, bate Bolívia e encerra jejum de 40 anos rumo à Copa do Mundo

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Mesmo com baixa posse e menos finalizações, seleção asiática aposta na eficiência para garantir classificação histórica

O Iraque está de volta à Copa do Mundo após quatro décadas. Em uma atuação marcada pela eficiência e inteligência tática, a seleção asiática venceu a Bolívia por 2 a 1, mesmo com apenas 32% de posse de bola e menor volume ofensivo.

Eficiência que decide

O duelo começou em ritmo intenso, com a Bolívia demonstrando nervosismo nos primeiros minutos — cenário rapidamente aproveitado pelo Iraque. Em cobrança de escanteio, Al-Hamadi subiu mais alto que a defesa adversária e abriu o placar de cabeça.

A resposta sul-americana veio na sequência. Com mais organização, a Bolívia passou a dominar as ações, controlando a posse e pressionando no campo ofensivo. O empate saiu em um lance de sorte com Paniagua, coroando a superioridade boliviana na primeira etapa — foram 58% de posse e o dobro de finalizações (8 a 4).

Frieza e estratégia no segundo tempo

Se a expectativa era de domínio boliviano após o intervalo, o roteiro mudou logo aos sete minutos. Em nova falha defensiva, o Iraque voltou a ser cirúrgico: o capitão Aymen Hussein apareceu bem para completar cruzamento de Farji e recolocar sua equipe em vantagem.

A partir daí, o jogo ganhou outro contorno. Mesmo com um elenco jovem, o Iraque mostrou maturidade ao administrar o resultado. Com paralisações constantes e ritmo quebrado, a equipe esfriou a partida e neutralizou a pressão adversária.

A Bolívia ainda tentou reagir — foram 11 escanteios e mais oito finalizações na etapa final —, mas pecou na hora decisiva. Faltou eficiência. Sobrou nervosismo.

Grupo complicado no Mundial

De volta ao maior palco do futebol, o Iraque já sabe que terá uma missão dura. A seleção está no Grupo I, ao lado de França, Noruega e Senegal — adversários de peso logo na fase inicial.

Lembrança de 1986

A única participação do Iraque em Copas do Mundo aconteceu em 1986, no México, sob o comando do brasileiro Evaristo de Macedo. Na ocasião, a equipe foi derrotada nas três partidas que disputou, contra Paraguai, Bélgica e México.

Quatro décadas depois, o país retorna ao torneio com uma nova história para contar — desta vez, apostando na eficiência como principal arma.