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Scaloni rebate críticas e nega favorecimento à Argentina: “Não querem nos ver campeões”

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Técnico argentino afirma que polêmicas envolvendo a arbitragem são usadas como combustível para motivar a equipe antes das quartas de final contra a Suíça

A seleção da Argentina segue cercada por debates sobre supostos favorecimentos da arbitragem na Copa do Mundo de 2026. Após a classificação dramática sobre o Egito, marcada pela anulação de um gol dos africanos por falta na origem da jogada, o assunto dominou as redes sociais e chegou à entrevista coletiva do técnico Lionel Scaloni nesta sexta-feira (10).

Na véspera do confronto contra a Suíça, pelas quartas de final, o treinador rejeitou qualquer insinuação de benefício aos atuais campeões do mundo e afirmou que as críticas servem de motivação para o elenco.

“Há muita gente que não quer que a Argentina ganhe”

Scaloni lembrou que questionamentos semelhantes acompanham a seleção argentina há décadas e afirmou que a repercussão negativa faz parte da trajetória de uma equipe acostumada a disputar títulos.

Segundo o treinador, o grupo utiliza esse ambiente de desconfiança como um estímulo extra dentro da competição.

“Há muita gente que não quer que a Argentina ganhe, porque já conquistamos a última Copa. Isso chega aos jogadores e usamos como uma espécie de rebelião para que joguem ainda melhor”, declarou.

O comandante também destacou que, com a utilização do árbitro de vídeo (VAR), tornou-se praticamente impossível existir favorecimento deliberado.

Scaloni revelou que participou de um curso de arbitragem antes do Mundial e recebeu explicações detalhadas sobre os critérios adotados pela FIFA durante a competição.

“Com o VAR é muito difícil que alguém seja favorecido. As redes sociais ampliam qualquer discussão, mas não há nenhum favorecimento. Pelo contrário, hoje tudo fica muito mais claro”, afirmou.

Scaloni exalta momento de Messi

Outro tema abordado foi a excelente fase de Lionel Messi. Aos 39 anos, o camisa 10 disputa sua sexta Copa do Mundo e segue sendo um dos grandes destaques do torneio, liderando a artilharia com oito gols.

Para Scaloni, o desempenho do astro argentino não causa surpresa.

“Quando ele sente que pode criar perigo, é uma máquina. É o melhor e continuará sendo enquanto tiver vontade. Nem consigo imaginar como era aos 23 ou 24 anos no Barcelona”, elogiou.

O treinador também ressaltou a preparação física do atacante e destacou o apoio coletivo da equipe para potencializar o rendimento do capitão.

Escalação indefinida para as quartas

Scaloni afirmou que pode repetir a equipe que venceu o Egito de virada nas oitavas de final, apesar de ainda analisar a formação ideal.

O treinador voltou a comentar a disputa por uma vaga no ataque entre Julián Álvarez e Lautaro Martínez, que vêm se alternando entre os titulares ao longo da competição.

Sobre o desempenho da Argentina no Mundial, o comandante reconheceu que a equipe ainda tem aspectos a corrigir, mas reforçou confiança no trabalho desenvolvido.

“Nem sempre conseguiremos jogar tão bem quanto no Catar. O importante é seguir evoluindo, porque cada partida desta fase vale uma vida”, concluiu.

A Argentina enfrenta a Suíça neste sábado, às 22h (de Brasília), em Kansas City, pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026. O vencedor terá pela frente quem avançar do duelo entre Noruega e Inglaterra.