Empate por 1 a 1 em Salvador expõe dificuldades na criação, mas confirma postura competitiva exigida por Fernando Diniz e reforça confiança para os desafios decisivos da temporada
O Corinthians deixou a Arena Fonte Nova com um empate por 1 a 1 diante do Bahia, no último domingo, em uma atuação que esteve longe de ser brilhante tecnicamente, mas que trouxe sinais positivos para a sequência da temporada. Mesmo com dificuldades na construção das jogadas, o time alvinegro demonstrou espírito coletivo, intensidade e chegou ao quarto jogo consecutivo sem derrota no Campeonato Brasileiro.
Escalado com força máxima, o Corinthians abriu o placar logo aos sete minutos da etapa inicial. Fabrizio Angileri acertou um belo chute de fora da área e colocou os paulistas em vantagem. A partir daí, porém, a equipe recuou excessivamente, cedeu a posse de bola ao Bahia e passou a sofrer forte pressão dos donos da casa, que criaram diversas oportunidades e chegaram ao empate em cabeceio de David Duarte.
Meio de campo não consegue controlar a partida
Se a postura defensiva merece elogios, o desempenho do setor de criação ainda preocupa. Com Rodrigo Garro, André, Breno Bidon e Raniele, o Corinthians encontrou dificuldades para manter a posse de bola e organizar as ações ofensivas.
Ao longo da partida, a equipe terminou com apenas 40% de posse de bola e finalizou somente cinco vezes, números que evidenciam a falta de controle do jogo. As conexões entre meio e ataque pouco funcionaram, impedindo o time de cadenciar o ritmo e aliviar a pressão exercida pelo Bahia.
Na etapa final, entretanto, o Corinthians mostrou maior organização defensiva e conseguiu explorar os contra-ataques. Kaio César protagonizou duas boas arrancadas, mas as jogadas terminaram sem sucesso nas conclusões de Rodrigo Garro e Yuri Alberto.
Entrega e competitividade animam Fernando Diniz
Apesar das limitações técnicas apresentadas em Salvador, a atuação evidenciou uma característica que Fernando Diniz tem cobrado desde sua chegada: a combatividade.
Mesmo enfrentando um adversário mais descansado — o Bahia teve dois dias a mais de preparação —, o Corinthians respondeu com intensidade, solidariedade na marcação e disposição para disputar cada lance. Em um confronto marcado por forte contato físico e muitas divididas, o elenco alvinegro manteve o espírito competitivo durante os 90 minutos.
Essa mudança de postura pode ser determinante para a sequência da temporada. Com confrontos eliminatórios pela Copa do Brasil e pela Conmebol Libertadores no horizonte, a capacidade de competir, suportar a pressão e manter a organização defensiva surge como um dos principais trunfos do Corinthians para os desafios que virão.


