Expulsão no primeiro tempo, tumulto no intervalo e acusações de desrespeito à arbitragem podem render punições pesadas no STJD
Rio de Janeiro – A súmula do clássico entre Botafogo e Flamengo, vencido pelo Rubro-Negro por 3 a 0 no Nilton Santos, trouxe um relato detalhado do árbitro Anderson Daronco sobre a expulsão do zagueiro Alexander Barboza e os episódios de tensão que se seguiram dentro e fora de campo.
De acordo com o documento, Barboza foi expulso aos 53 minutos do primeiro tempo por segurar o atacante Pedro, impedindo uma chance clara de gol. Após receber o cartão vermelho, o defensor teria se dirigido ao árbitro com ofensas, sendo contido por companheiros de equipe.
Ainda segundo o relato, o jogador voltou a confrontar a equipe de arbitragem no intervalo, na zona mista do estádio, sendo novamente contido por seguranças do Botafogo.
Relato da arbitragem aponta novos episódios no intervalo
No intervalo da partida, Daronco afirma que Barboza aguardou a passagem da equipe de arbitragem e voltou a proferir ofensas, em novo episódio de confronto que será analisado pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Como ocorre em casos de expulsão em competições organizadas pela CBF, o zagueiro será julgado em data ainda a ser definida. A depender do entendimento do tribunal, pode ser punido por desrespeito à arbitragem.
Dirigentes do Botafogo também são citados na súmula
O relatório do árbitro também aponta episódios envolvendo membros da diretoria do Botafogo. Segundo Daronco, o coordenador de futebol Joel Carli e o diretor de coordenação Léo Coelho teriam se dirigido à arbitragem no intervalo da partida com ofensas e protestos na zona mista.
Carli teria sido contido por seguranças ao se aproximar da equipe e proferido críticas à atuação da arbitragem. Já Léo Coelho também teria feito reclamações exaltadas, sendo impedido de se aproximar fisicamente dos árbitros por barreiras de segurança.
Caso será analisado pelo STJD
Tanto Barboza quanto os dirigentes citados devem ser enquadrados em julgamento do STJD, que ainda não tem data marcada. Os relatos presentes na súmula serão utilizados como base para eventual punição dos envolvidos no episódio que marcou o clássico no Nilton Santos.


