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Cláusula da dívida e pressão interna travam renovação de Memphis no Corinthians

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Novo contrato do atacante holandês segue sem assinatura por divergências sobre garantias financeiras e resistência política dentro do clube

A renovação de contrato de Memphis Depay com o Corinthians continua sem desfecho. Embora o atacante holandês tenha sido aprovado nos exames médicos e exista um acordo encaminhado para um vínculo de mais dois anos, divergências contratuais e pressões internas seguem impedindo a assinatura do novo compromisso.

O principal entrave envolve as garantias para o pagamento da dívida de R$ 42 milhões que o clube possui com o jogador, além da resistência de parte da cúpula alvinegra à permanência do camisa 10.

Cláusula financeira é o principal impasse

O ponto mais delicado da negociação está em uma cláusula que prevê o vencimento antecipado da dívida caso o Corinthians atrase qualquer uma das quatro parcelas previstas no acordo.

Pela proposta defendida pelo estafe de Memphis, um eventual atraso obrigaria o clube a quitar imediatamente todo o saldo devedor, acrescido de juros e multa.

A diretoria corintiana, porém, resiste à condição. Segundo representantes do atleta, o clube não aceita oferecer garantias financeiras nem concorda com a incidência de penalidades em caso de nova inadimplência, preferindo manter congelado o valor da dívida mesmo diante de atrasos.

Do outro lado, os empresários do atacante defendem mecanismos que assegurem o recebimento dos valores, seja por meio de garantias financeiras ou da possibilidade de cobrar integralmente o montante devido.

Pressão política aumenta resistência

Além das questões jurídicas e financeiras, o presidente Osmar Stabile enfrenta forte pressão de aliados e influentes membros da política interna do Parque São Jorge para não autorizar a renovação.

Os críticos do acordo argumentam que Memphis convive com problemas físicos que podem comprometer sua sequência de jogos, apesar de o atacante ter sido aprovado nos exames médicos realizados nesta semana.

Outro ponto levantado é o custo-benefício da operação. Mesmo com redução salarial e diminuição das bonificações previstas no novo contrato, parte da direção considera que os valores continuam elevados para a atual realidade financeira do Corinthians.

Negociação segue sem prazo para conclusão

A expectativa era de que o contrato fosse assinado na quarta-feira, mas isso não aconteceu. Uma nova reunião entre representantes do Corinthians e o estafe do jogador ocorreu nesta quinta-feira, porém terminou novamente sem definição.

O jogo diante do Internacional, pela volta das oitavas de final da Copa do Brasil, também contribuiu para o adiamento. Nos bastidores, dirigentes afirmam que, em dias de partida, as atenções ficam voltadas exclusivamente ao futebol.

Futebol teme prejuízo na preparação

Embora a diretoria trate a demora como parte dos trâmites burocráticos, integrantes do departamento de futebol admitem que o cenário ideal seria contar com Memphis já integrado aos treinamentos no CT Joaquim Grava.

A preocupação é acelerar a preparação física do atacante para os confrontos decisivos da Libertadores, marcados para os dias 13 e 20.

Apesar do impasse, a avaliação interna permanece otimista. A expectativa é de que as divergências restantes sejam superadas e que o acordo seja concluído nos próximos dias, evitando o fracasso de uma negociação que se arrasta há meses e já provoca crescente insatisfação entre os torcedores corintianos.