Relatório da arbitragem detalha agressões, socos e chutes após o apito final na decisão do Campeonato Mineiro; confusão envolveu jogadores, seguranças e PM
Belo Horizonte (MG) – A súmula da final do Campeonato Mineiro entre Cruzeiro e Atlético Mineiro confirmou um cenário de completo descontrole no Mineirão. Ao todo, 23 jogadores foram expulsos após uma briga generalizada que tomou conta do gramado logo após o apito final.
O documento, divulgado pela arbitragem na madrugada desta segunda-feira, detalha uma sequência de agressões, com registros de socos, chutes e uso de força excessiva entre atletas das duas equipes.
O árbitro Matheus Candançan relatou que a confusão teve início após um lance envolvendo Everson e Christian, dentro da grande área, e rapidamente evoluiu para um tumulto generalizado.
Origem da confusão e relato da arbitragem
Segundo a súmula, o goleiro Everson teria reagido de forma agressiva após uma disputa com Christian, o que desencadeou o início da confusão. O árbitro descreveu a ação como “brutal”, citando investidas físicas e o uso de força excessiva.
Na sequência, o documento aponta que novas agressões ampliaram o conflito, com entradas duras e reações imediatas de ambos os lados, resultando em um efeito dominó de violência em campo.
Em meio ao tumulto, a arbitragem relatou que não foi possível aplicar os cartões vermelhos de forma imediata a todos os envolvidos devido ao nível da confusão.
Lista de expulsões expõe dimensão do confronto
A relação de expulsos reforça a dimensão do episódio, com 12 atletas do Cruzeiro e 11 do Atlético Mineiro punidos após o confronto.
Entre os nomes citados estão jogadores de diferentes setores, incluindo titulares e reservas que participaram diretamente da briga após o término da partida.
Como a confusão saiu do controle
O episódio começou após um choque entre Christian e Everson na área do Atlético-MG. A reação do goleiro desencadeou empurrões, seguidos por entradas violentas de ambos os lados.
A partir daí, a situação escalou rapidamente: houve trocas de socos entre jogadores, entradas de atletas que estavam fora da disputa direta e até intervenções de goleiros e defensores em ações simultâneas.
Jogadores como Hulk, Lucas Romero, Lyanco e Kaio Jorge foram citados em diferentes momentos da confusão, que também envolveu agressões mútuas e participação de atletas que entraram apenas para separar ou se envolveram no tumulto.
Intervenção policial e encerramento da partida
Com o cenário fora de controle, seguranças dos clubes e policiais militares foram acionados para conter a briga no gramado do Mineirão. O árbitro chegou a solicitar apoio da Polícia Militar para restaurar a ordem.
Após a dispersão dos atletas, a partida foi oficialmente encerrada sem expulsões em campo durante o jogo, ficando todas as sanções registradas posteriormente na súmula da arbitragem.
O episódio entra para a história recente do clássico mineiro como um dos mais tensos e violentos já registrados entre Cruzeiro e Atlético Mineiro.


