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Derrota para o Botafogo afunda Corinthians no Z4 e amplia drama no Brasileirão

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Mesmo classificado e invicto em mata-matas, Timão volta a fracassar na Série A, perde por 3 a 1 no Engenhão e vê ataque ineficaz cobrar preço alto na luta contra a degola

A derrota para o Botafogo, por 3 a 1, no Engenhão, foi mais do que um revés para o Corinthians na 16ª rodada do Campeonato Brasileiro. O resultado recolocou o clube na zona de rebaixamento e escancarou uma realidade preocupante: enquanto a equipe responde bem nas competições eliminatórias, segue sem conseguir transformar evolução em estabilidade na Série A.

Com 18 pontos e na 17ª colocação, o Timão encerrou a rodada entre os quatro últimos colocados, superado nos critérios pelo Santos, em mais um capítulo de tensão para um clube que, nas últimas temporadas, tem convivido perigosamente com a parte inferior da tabela.

Arthur Cabral expõe fragilidade e castiga sistema corintiano

Diante de um Botafogo agressivo e de um Arthur Cabral em tarde irretocável, o Corinthians voltou a mostrar dificuldade para sustentar competitividade em momentos decisivos.

O centroavante botafoguense marcou três vezes e foi o retrato da eficiência que falta ao ataque corintiano. Ainda no primeiro tempo, após sair atrás, o Timão conseguiu reagir com Rodrigo Garro, que encerrou jejum de três meses sem marcar. Mas a esperança durou pouco.

Arthur voltou a aparecer para recolocar o Botafogo em vantagem antes do intervalo e, na etapa final, decretou a vitória com mais um gol, consolidando uma atuação dominante dos cariocas e expondo falhas defensivas e ofensivas do adversário.

Pior ataque e desempenho fora de casa pesam na crise

O Corinthians até produziu melhor no segundo tempo, criou oportunidades e teve momentos de equilíbrio, mas esbarrou no problema que se tornou rotina no Brasileirão: a baixa capacidade de definição.

Com apenas 14 gols marcados, o time tem o pior ataque da competição, número incompatível com qualquer projeto de estabilidade. Fora de casa, o cenário é ainda mais preocupante: apenas uma vitória, além de quatro empates e três derrotas, em campanha que ajuda a explicar a permanência no Z4.

A equipe de Fernando Diniz soma sinais positivos em Libertadores e Copa do Brasil, onde segue invicta, mas no Brasileirão ainda não conseguiu romper o ciclo de irregularidade. Em seis jogos sob o comando do treinador, foram duas vitórias, dois empates e duas derrotas.

Diniz ganha tempo, mas pressão cresce na Série A

A chegada de Fernando Diniz trouxe organização e resultados em torneios de mata-mata, mas a missão mais urgente continua pendente: afastar o Corinthians da ameaça de rebaixamento.

Contra o Botafogo, o treinador teve força máxima e viu sua equipe sucumbir justamente em um confronto que poderia representar salto importante na tabela. Em vez disso, o clube volta a conviver com pressão intensa e cobrança crescente.

Próximos jogos podem definir rumo antes da pausa

Antes da paralisação para a Copa do Mundo, o Corinthians terá mais dois compromissos decisivos: Atlético-MG, na Neo Química Arena, e Grêmio, fora de casa.

Serão confrontos fundamentais para determinar se o time conseguirá respirar ou chegar à pausa mergulhado em crise ainda mais profunda.

No momento, a classificação em copas alivia, mas não mascara o principal problema: no Brasileirão, o Corinthians segue preso a uma agonia que parece longe do fim.