Carlos Ronne Casas vê cartão vermelho exagerado para Leonardo, do Estrelão, mas diz que pênalti deveria ser marcado por conta de infração assinalada após cobrança de falta
Rio Branco, AC – Um lance que ocorreu dentro da área no duelo entre Galvez e Rio Branco FC, pela ida das semifinais do Campeonato Acreano Série A, no último sábado (14), no Estádio Tonicão, na capital, e até gerou expulsão para o lado do Estrelão, deveria ter resultado em penalidade máxima para o Imperador, segundo o ex-árbitro Carlos Ronne Casas.
O lance foi registrado por volta dos 40 minutos do segundo tempo, quando os times empatavam por 1 a 1. Após autorizar uma cobrança de falta pelo lado direito da grande área, o árbitro rondoniense Agleison Marcos Vieira paralisou o jogo logo depois do chute do lateral-esquerdo David, do Galvez, por identificar uma agressão do volante Leonardo, do Rio Branco FC, ao meia Marcos Júnior, do Imperador.
Após a paralisação, o árbitro aplicou cartão vermelho direto ao volante Leonardo. A cobrança de falta precisou ser repetida.
Para o ex-árbitro Carlos Ronne Casas não houve agressão que justificasse a aplicação do cartão vermelho ao volante do Rio Branco FC, mas como o árbitro marcou, deveria ter assinalado penalidade máxima porque a paralisação ocorreu após a bola ter sido chutada pelo lateral-esquerdo do Imperador.
– O soar do apito do árbitro ou simples fato dele autorizar uma cobrança não quer dizer que a bola tá em jogo. A bola só entra em jogo no momento que é tocada e se movimenta. Ele autorizou, se a bola não entrou em jogo, ele pode tomar qualquer ação disciplinar. Ele autoriza a cobrança, a cobrança é executada e quando é executada ele resolve parar com a ação faltosa. Se ele parou o lance para uma ação faltosa, deveria ter marcado penalidade. Ele autorizou? Beleza. A bola entrou em movimento? Se entrou em movimento e ele parou depois desse movimento, ele deveria ter parado a ação e ter marcado um tiro penal. Expulsou errado no meu ponto de vista, não é uma ação para a expulsão – afirma.
– Ele só para o lance depois que a bola entra em jogo. Então, se ele para o lance depois da bola ter entrado em jogo, já é um novo lance. Parou o lance porque ele resolveu sancionar uma falta. Deveria ter sido marcado uma outra infração – completa Carlos Ronne Casas.
Até a publicação desta reportagem a súmula da partida não foi divulgada pela Federação de Futebol do Acre (FFAC).
Com o resultado e a vantagem obtida por ter uma das duas melhores campanhas da primeira fase, o Galvez precisa apenas de um novo empate na volta para ir à final do estadual. O duelo de volta está marcado para esta quarta-feira (18), às 17h (do Acre), no Estádio Tonicão.

