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Raphinha ganha força para assumir pênaltis da Seleção após fim da era Neymar

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Atacante não desperdiça uma cobrança desde 2017 e soma 22 pênaltis convertidos em sequência; pelo Brasil, são três gols em três tentativas

Com o fim da era Neymar como principal cobrador de pênaltis da Seleção Brasileira, Raphinha aparece como um dos principais candidatos a assumir a responsabilidade. O atacante vive uma sequência de quase nove anos sem desperdiçar uma cobrança e reúne números que sustentam a confiança da comissão técnica.

Raphinha não perde um pênalti desde 23 de dezembro de 2017, quando ainda defendia o Vitória de Guimarães, de Portugal. Desde então, marcou 22 vezes consecutivas em cobranças, mantendo aproveitamento máximo nas passagens por Rennes, Leeds United, Barcelona e também pela Seleção.

A eficiência também foi destacada por Carlo Ancelotti. O técnico italiano revelou que Raphinha seria o responsável pela cobrança caso estivesse em campo diante da Noruega, pelas oitavas de final da Copa do Mundo.

Números de Raphinha nos pênaltis

Ao longo da carreira, o atacante soma 24 cobranças, 23 gols e apenas um erro. Pelo Barcelona, converteu todas as 13 oportunidades que teve. Pela Seleção Brasileira, também apresenta 100% de aproveitamento, com três gols em três cobranças.

  • 24 pênaltis cobrados na carreira
  • 23 gols marcados
  • 22 cobranças convertidas consecutivamente
  • 1 pênalti perdido, em dezembro de 2017
  • 13/13 pelo Barcelona
  • 3/3 pela Seleção Brasileira
  • 4/4 pelo Leeds United
  • 1/1 pelo Rennes
  • 2/3 pelo Vitória de Guimarães

A sequência reforça a possibilidade de Raphinha assumir a função no novo ciclo da Seleção, especialmente pelo protagonismo que o atacante passou a exercer dentro da equipe.

Variação nas cobranças aumenta imprevisibilidade

Um levantamento recente do jornal catalão Mundo Deportivo também mostra que Raphinha não segue um padrão único para bater os pênaltis. Nas últimas 16 cobranças — 13 pelo Barcelona e três pelo Brasil — foram nove chutes cruzados para a direita, seis colocados no canto esquerdo e um finalizado no meio do gol.

A variedade de escolhas dificulta a leitura dos goleiros e ajuda a explicar a consistência do atacante nas cobranças.

A definição do novo cobrador pode começar a ser observada já nesta sexta-feira, quando o Brasil enfrenta a Austrália, às 7h (de Brasília), em Townsville, no primeiro amistoso deste novo ciclo.

As seleções voltam a se enfrentar na terça-feira, em Brisbane. Depois, o Brasil encara a Índia no dia 3 de outubro, em Calcutá.