Artilheiro do ciclo está fora do Mundial, impacta função de Vini Jr e amplia leque de opções para Ancelotti
A grave lesão de Rodrygo, com ruptura de menisco e ligamento cruzado anterior do joelho direito, representa um duro golpe para a Seleção Brasileira a pouco mais de três meses da Copa do Mundo. O atacante do Real Madrid está fora do torneio que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá.
Presença constante no grupo desde 2019, Rodrygo deixa uma lacuna importante. Com oito gols, ele é o artilheiro do Brasil no atual ciclo e vinha assumindo protagonismo, inclusive herdando a camisa 10 na ausência de Neymar.
Versátil, era uma peça-chave no sistema de Carlo Ancelotti, capaz de atuar pela esquerda, direita ou centralizado — fator que agora obriga o treinador a redesenhar o setor ofensivo.
Efeito imediato: mudança no ataque
A ausência de Rodrygo mexe diretamente na estrutura ofensiva testada por Ancelotti nos últimos amistosos. Em um esquema com quatro atacantes, Vini Jr vinha sendo utilizado mais centralizado, enquanto Rodrygo ocupava o lado esquerdo.
Sem o camisa 10, o treinador tem dois caminhos: reposicionar Vini Jr de volta à ponta — função que desempenha no Real Madrid — ou manter o modelo atual e buscar um novo titular para o setor.
Nesse cenário, Gabriel Martinelli aparece como favorito. O atacante do Arsenal agrada à comissão técnica e só ficou fora de uma convocação recente por questões físicas.

Neymar volta ao radar
A lesão também tem efeito indireto importante: recoloca Neymar com mais força na disputa por uma vaga na Copa.
Embora hoje atue em uma faixa mais central, o camisa 10 passa a concorrer por um espaço aberto no ataque. A comissão técnica acompanha de perto sua recuperação física após a grave lesão no joelho sofrida em 2023.
Desde o retorno, Neymar já soma três partidas na temporada, com dois gols marcados. Ele ainda terá compromissos antes da próxima convocação, o que pode ser decisivo para suas chances de disputar o Mundial.
Disputa aberta e novas alternativas
Sem Rodrygo, a briga por vaga ganha novos contornos. Ancelotti pode optar por manter o perfil ofensivo ou redistribuir as opções no elenco.
Uma possibilidade é reforçar o meio-campo, setor que variou entre cinco e seis convocados nas listas recentes. Outra alternativa é ampliar o número de centroavantes, posição em que o técnico já testou diferentes combinações, com nomes como Matheus Cunha, Richarlison, João Pedro e Vitor Roque.
Entre os jogadores em observação, Antony surge como opção, vivendo bom momento no futebol espanhol, embora atue preferencialmente pela direita. O mesmo vale para Luiz Henrique, presença frequente nas últimas convocações.
Quebra de peça-chave às vésperas da Copa
A ausência de Rodrygo não representa apenas a perda de um titular, mas de um dos pilares ofensivos da Seleção no ciclo. A menos de 100 dias do Mundial, Ancelotti terá de ajustar o time sem um dos seus jogadores mais decisivos — e, ao mesmo tempo, lidar com uma disputa interna que promete esquentar até a lista final.


