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Weverton faz história, amplia recorde e se torna 1º acreano em duas Copas do Mundo

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Convocado por Carlo Ancelotti para o Mundial de 2026, goleiro nascido em Rio Branco volta à seleção e consolida trajetória histórica para o futebol do Acre

A convocação de Weverton para a Copa do Mundo de 2026 vai além de uma escolha técnica de Carlo Ancelotti. Para o futebol acreano, ela representa um marco histórico sem precedentes.

Natural de Rio Branco, o goleiro de 38 anos tornou-se o primeiro jogador nascido no Acre a ser convocado para duas edições de Mundial, ampliando um recorde que já carregava desde sua presença no Catar, em 2022.

Em uma lista marcada por alta concorrência no gol brasileiro, Weverton superou nomes como Bento, Hugo Souza e John para garantir vaga entre os 26 escolhidos e formar, ao lado de Alisson e Ederson, o trio de goleiros da Seleção.

Surpresa na lista, experiência no currículo

Se no ciclo anterior sua presença entre os convocados era constante, desta vez a confirmação veio cercada de expectativa e surpresa.

Weverton teve menos aparições entre 2022 e 2026, o que tornou sua inclusão na lista final ainda mais simbólica. Ancelotti apostou na experiência, no histórico de decisões e na estabilidade emocional de um goleiro acostumado a grandes palcos.

Na Copa do Catar, ele foi o terceiro goleiro e chegou a entrar em campo na goleada sobre a Coreia do Sul, nas oitavas de final. Agora, retorna para sua segunda experiência mundialista mais maduro e com legado ainda mais sólido.

Carreira vencedora e trajetória de superação

A história de Weverton é também uma narrativa de ascensão construída longe dos holofotes iniciais.

Revelado nas categorias de base do Juventus-AC, o goleiro percorreu um caminho de evolução que passou por Remo, Oeste, Botafogo-SP e América-RN até se consolidar nacionalmente.

Foi campeão da Série B por Corinthians e Portuguesa antes de atingir protagonismo absoluto no Palmeiras, onde viveu a fase mais vitoriosa da carreira, acumulando títulos como Libertadores, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil.

Em 2026, já defendendo o Grêmio, manteve o alto nível competitivo e acrescentou mais uma conquista ao currículo com o título gaúcho.

Ouro olímpico e protagonismo internacional

Muito antes da nova convocação para a Copa, Weverton já havia eternizado seu nome na história da Seleção ao ser peça-chave no inédito ouro olímpico de 2016.

Na decisão contra a Alemanha, foi decisivo na disputa por pênaltis, ajudando o Brasil a conquistar um título que carregava peso simbólico semelhante ao de uma obsessão nacional.

Representatividade para o Acre

Mais do que números ou troféus, a nova convocação de Weverton tem impacto profundo para o esporte acreano.

Sua presença em duas Copas projeta o estado em um patamar raro no cenário nacional e reforça uma mensagem poderosa sobre formação, persistência e alcance.

Para jovens atletas do Acre, o goleiro deixa de ser apenas referência — torna-se prova concreta de que é possível sair da base local para o maior palco do futebol mundial.

Legado em expansão

Ao garantir vaga no Mundial de 2026, Weverton não apenas prolonga sua carreira em alto nível, mas fortalece sua posição como um dos maiores nomes esportivos da história acreana.

Da base do Juventus-AC à Seleção Brasileira, sua trajetória agora ganha mais um capítulo de dimensão global.

E, para o Acre, cada defesa sua na Copa também será um símbolo de pertencimento, orgulho e história.