Mesmo após semana turbulenta com saída de Hulk, Galo faz 3 a 1 sobre a Raposa, em duelo com três expulsões, gols inéditos e resposta contundente no maior clássico de Minas
Em meio à pressão pela saída de Hulk e cercado por dúvidas após dias conturbados, o Atlético-MG respondeu da melhor forma possível: com vitória de peso sobre o maior rival. Na noite deste sábado, o Galo derrotou o Cruzeiro por 3 a 1, no Mineirão, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, em um clássico intenso, disciplinarmente explosivo e decisivo para a tabela.
Mesmo com maioria celeste nas arquibancadas, foi o Atlético quem mostrou mais contundência. Após susto inicial em falha de Everson, o time alvinegro rapidamente se reorganizou e abriu o placar aos 11 minutos. Cassierra fez o cruzamento, e Alan Minda apareceu para marcar seu primeiro gol com a camisa atleticana — justamente em clássico.
Com estratégia reativa e aproveitamento cirúrgico, o Galo ampliou aos 30. Minda sofreu pênalti, confirmado após revisão do VAR, e Maycon converteu com segurança, também anotando seu primeiro gol pelo clube.
Cruzeiro tem posse, mas esbarra em falta de agressividade
O Cruzeiro até teve mais volume e presença territorial, mas pouco conseguiu transformar domínio em real perigo. A equipe celeste encontrou dificuldades para infiltrar diante da marcação atleticana e abusou de um controle de bola pouco produtivo.
Na segunda etapa, o cenário se agravou. Aos 21 minutos, Arroyo foi expulso após interromper contra-ataque e receber o segundo amarelo, comprometendo ainda mais a tentativa de reação.
Pouco depois, o Atlético matou o clássico. Aos 25, Cassierra subiu bem e marcou de cabeça o terceiro, consolidando a atuação segura e eficiente do Galo.
Expulsões, tensão e reta final caótica
O clássico ganhou contornos ainda mais tensos nos minutos seguintes. Kaiki Bruno também foi expulso pelo Cruzeiro após entrada dura, deixando a Raposa com nove jogadores. O Atlético, porém, também perdeu Lyanco, expulso aos 34 minutos, em lance ríspido sobre Bruno Rodrigues.
Mesmo em cenário adverso, o Cruzeiro ainda encontrou um respiro. Aos 38, Kaio Jorge converteu pênalti sofrido por ele mesmo e descontou. Mas já era tarde para uma reação mais profunda.
Vitória muda tabela e dá novo fôlego ao Galo
O triunfo tem peso simbólico e prático para o Atlético. Além de vencer o principal rival em momento delicado, o clube sobe para a 11ª posição, com 17 pontos, ultrapassando justamente o Cruzeiro, agora em 14º, com 16.
Mais do que três pontos, o resultado oferece estabilidade emocional ao elenco alvinegro e reduz a pressão após uma semana de instabilidade.
Compromissos continentais pela frente
O Cruzeiro agora vira a chave para a Libertadores, com duelo contra a Universidad Católica, no Chile. Já o Atlético entra em campo pela Sul-Americana diante do Juventud, no Uruguai.
No Mineirão, o Atlético não apenas venceu: respondeu à crise, reencontrou confiança e mostrou força em um clássico que pode representar um ponto de virada na temporada.


