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CBF aprova novas regras e promete reduzir a cera para aumentar bola em jogo

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Mudanças adotadas pela IFAB na Copa do Mundo passam a valer no futebol brasileiro ainda nesta temporada e alteram procedimentos em diversas situações

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) aprovou nesta segunda-feira (10) a adoção das novas regras elaboradas pela International Football Association Board (IFAB), órgão responsável por regulamentar as leis do futebol. As mudanças, utilizadas pela primeira vez na Copa do Mundo disputada na América do Norte, serão implementadas no futebol brasileiro ainda nesta temporada.

A decisão foi anunciada pela CBF após uma reunião que contou com dirigentes da entidade e representantes dos 40 clubes que disputam as duas principais divisões do Campeonato Brasileiro.

A principal finalidade das alterações é combater a chamada “cera” e aumentar o tempo de bola rolando nas partidas. A CBF considera baixo o tempo efetivo de jogo no futebol nacional e pretende diminuir os períodos de paralisação.

Veja o que muda nas partidas

Entre as novas determinações está a redução do tempo permitido para algumas ações durante o jogo. A partir da implementação das regras, os goleiros terão oito segundos para soltar a bola quando estiverem com ela nas mãos. Caso ultrapassem o limite, a equipe adversária será beneficiada com um escanteio.

Nas cobranças de lateral, o jogador terá cinco segundos para realizar a reposição. Se o tempo for excedido, a posse será invertida.

O mesmo limite de cinco segundos será aplicado aos tiros de meta. Se o goleiro ou outro jogador não fizer a cobrança dentro do período determinado, o adversário terá direito a um escanteio.

As substituições também terão uma nova regra. O jogador que deixar o campo terá dez segundos para sair. Caso demore mais do que o permitido, o atleta que entraria em seu lugar deverá permanecer fora por um minuto antes de poder participar da partida.

Outra mudança determina que jogadores atendidos dentro do gramado deverão permanecer fora da partida por um minuto após o atendimento.

No caso de atendimento ao goleiro, um jogador da mesma equipe também terá de deixar o campo durante um minuto.

Capitães terão prioridade nas conversas com árbitros

A CBF também adotará a regra que determina que apenas o capitão de cada equipe poderá se dirigir ao árbitro para questionar decisões.

Jogadores que desrespeitarem a determinação poderão receber cartão amarelo.

Outra alteração prevê punição mais severa para uma prática que já é comum no futebol: cobrir a boca para conversar com um adversário. De acordo com a nova regra divulgada pela CBF, a conduta poderá resultar em cartão vermelho.

O protocolo do VAR também será ampliado. O árbitro de vídeo poderá analisar situações envolvendo um segundo cartão amarelo.

Já a possibilidade de o VAR revisar e eventualmente anular uma cobrança de escanteio será implementada somente em 2027.

CBF quer mais tempo de bola rolando

A preocupação da CBF está diretamente relacionada ao tempo efetivo das partidas do Campeonato Brasileiro.

Segundo a entidade, os jogos da Série A registram atualmente uma média de apenas 52 minutos e 54 segundos de bola rolando. O número está abaixo dos 60 minutos considerados ideais pela FIFA.

A marca também é inferior à registrada pelas cinco principais ligas europeias: Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França.

A CBF entende que algumas das novas medidas podem ajudar a recuperar parte desse tempo perdido. A estimativa da entidade é de que ajustes relacionados ao VAR, à cobrança de faltas e a outras paralisações possam acrescentar até 6 minutos e 22 segundos de bola em jogo.

A expectativa é que as novas regras tornem as partidas mais dinâmicas e reduzam estratégias utilizadas para atrasar o andamento dos confrontos.