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Neymar vive Dia D com Ancelotti e pode ver sonho do hexa terminar fora da Copa

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Convocação final desta segunda pode encerrar ciclo de 16 anos do camisa 10 na Seleção sem o título mundial que sempre perseguiu

A tarde desta segunda-feira pode representar uma virada definitiva na história de Neymar com a seleção brasileira. Quando Carlo Ancelotti anunciar, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, os 26 convocados para a Copa do Mundo de 2026, o nome do principal personagem brasileiro da última década estará sob análise como nunca antes.

Caso fique fora da lista, Neymar verá chegar ao fim uma trajetória de 16 anos com a camisa mais emblemática de sua carreira — e justamente sem a conquista que sempre tratou como obsessão: o título mundial.

Seria sua primeira ausência em Copas desde 2014 e o encerramento simbólico de um ciclo marcado por protagonismo, recordes, frustrações e lesões.

Entre recordes e a ausência da taça mais importante

Neymar construiu números históricos com a seleção. Em 128 partidas, tornou-se o maior artilheiro da história do Brasil, com 79 gols, superando Pelé. Também liderou conquistas relevantes, como a Copa das Confederações de 2013 e a inédita medalha de ouro olímpica nos Jogos do Rio, em 2016.

Ainda assim, sua trajetória com a amarelinha sempre esteve condicionada ao peso da Copa do Mundo.

Em três edições, o camisa 10 jamais conseguiu transformar talento em título. Em 2014, viveu seu auge emocional até ser interrompido pela grave lesão nas costas antes da traumática eliminação para a Alemanha. Em 2018 e 2022, o sonho terminou nas quartas de final, mantendo aberta uma ferida que nunca cicatrizou por completo.

Da imagem global às dúvidas dentro de campo

Ao longo dos últimos anos, Neymar consolidou uma dimensão que vai além do futebol. Com mais de 230 milhões de seguidores nas redes sociais, campanhas publicitárias milionárias e forte presença midiática, sua imagem passou a dividir espaço entre o craque decisivo e o astro global.

No retorno ao Santos, o discurso foi claro: recuperar o protagonismo e chegar em condições de disputar a Copa. Os números no clube mostram impacto técnico — 17 gols e oito assistências em 42 jogos —, mas o principal obstáculo segue sendo físico.

Lesões constantes limitaram sua sequência, tanto no futebol saudita quanto na volta ao Brasil. A ruptura do ligamento cruzado anterior, somada aos problemas no menisco, ampliou dúvidas sobre sua capacidade de sustentar o ritmo intenso de um Mundial.

Convocação pode definir legado final

Mais do que uma simples lista, a decisão de Ancelotti pode redefinir a narrativa de um dos maiores talentos da história do futebol brasileiro.

Se convocado, Neymar ganhará a última chance de buscar o troféu que falta para completar sua trajetória na seleção.

Se ausente, a não convocação representará mais do que uma escolha técnica: será o possível ponto final de uma era, encerrando a passagem de um jogador que brilhou como poucos, mas que pode se despedir sem o capítulo que o Brasil mais esperava.

A última contagem regressiva

Os convocados começam a se apresentar na Granja Comary no próximo dia 25, com despedida oficial da torcida marcada para 31 de maio, no Maracanã, em amistoso contra o Panamá, antes do embarque para os Estados Unidos.

Para Neymar, porém, o futuro começa hoje.

Entre a permanência no maior palco do futebol ou o adeus ao sonho do hexa, esta segunda-feira pode ser o dia mais simbólico de sua carreira.